Procura de casas para arrendar em Portugal

Rendas altas em Lisboa, Porto e Faro empurram famílias para periferias

As casas para arrendar em Portugal têm ficado cada vez mais caras, com as rendas a subir muito mais do que os salários das famílias nos últimos anos. E o cenário pouco mudou em 2023: as rendas das casas continuaram a aumentar, embora a menor ritmo, e apesar de que se tem observado a chegada de mais casas ao mercado de arrendamento, o número é ainda insuficiente para suprir as necessidades da procura. Assim, quem precisa de arrendar casa em Portugal tem de encontrar forma de se adaptar ao atual contexto, também marcado pelo apertado poder de compra. E como é que o está a fazer? Os dados do idealista/data mostram que 16 dos 20 concelhos mais procurados para arrendar casa no final de 2023 situam-se precisamente nas periferias de Lisboa e do Porto. Mas, mesmo assim, apresentam rendas medianas superiores a 800 euros mensais.
Apoios ao arrendamento em Portugal em 2024

Apoio extraordinário ao arrendamento: o que muda em 2024?

As famílias economicamente mais vulneráveis, que tenham uma taxa de esforço acima de 35%, têm direito a receber, desde o ano passado, um apoio extraordinário ao pagamento das rendas. Uma ajuda que se mantém este ano, sendo que a renovação do subsídio é concedida de forma automática e inclui já uma atualização do valor. O que muda, afinal, em 2024? Explicamos tudo sobre este assunto no artigo desta semana da Deco Alerta.
Comprar casa mais fácil em 2024

Procura de casa ganha força com queda dos juros – e oferta com simplex

O atual clima económico incerto arrefeceu a procura de casas em Portugal em 2023, tanto para comprar, como para arrendar. E este contexto, que abrandou o número de transações de venda, teve efeitos no ritmo de crescimento do preço da habitação em ambos os mercados, que carecem de oferta - ainda que no arrendamento comece a haver sinais de uma viragem com um aumento das casas disponíveis. Quanto a 2024 há vários motivos para olhar com otimismo: os especialistas ouvidos pelo idealista/news acreditam que a procura de casas para comprar vai voltar a ganhar força assim que os juros nos créditos habitação começarem a cair de forma mais expressiva. E o simplex dos licenciamentos deverá estimular a colocação de casas no mercado de compra e venda – apesar de haver riscos. Por outro lado, há quem acredite que o Mais Habitação vai continuar a reforçar o stock de casas no mercado de arrendamento e baixar rendas, sendo que também há quem discorde e diga que as medidas estão a afastar proprietários. Afinal, como se vai comportar o imobiliário em Portugal este ano? Neste artigo, antecipamos as tendências.
Rendas antigas em Portugal

Arrendar casa em Portugal: preços sobem 1,8% em janeiro

As casas para arrendar em Portugal continuam caras. A procura de casas para arrendar continua dinâmica face à oferta, numa altura em que adquirir habitação é mais difícil devido aos elevados preços das casas e juros no crédito habitação. E o arranque de 2024 espelha bem essa realidade, já que os preços das casas para arrendar em Portugal subiram 1,8% em janeiro face ao mês anterior (3% de variação trimestral e 20,4% anual). Assim, arrendar casa tinha um custo mediano de 15,8 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de janeiro, aponta o índice de preços do idealista. 
Comprar ou arrendar casa em 2024

Comprar ou arrendar casa: qual é a melhor opção em 2024?

O ano de 2024 arrancou cheio de incertezas para as famílias que vivem em Portugal. A inflação está a cair, mas o poder de compra continua pressionado. Os preços das casas para comprar e arrendar continuam a aumentar, embora a menor ritmo. Também os juros nos créditos habitação continuam altos, apesar da Euribor estar a dar os primeiros sinais de descida. Neste contexto, o que será melhor em 2024: comprar ou arrendar casa? Sobre este ponto não há consenso entre os especialistas ouvidos pelo idealista/news: há quem considere que comprar casa vai ser a melhor solução este ano. Mas também há quem diga que não há uma resposta única para esta questão, pois depende da situação financeira, perspetivas futuras e preferências pessoais de cada um. O que é certo é que comprar casa continuará a ser uma boa opção numa perspetiva de estabilidade, proteção do dinheiro contra a inflação e ainda de investimento de longo prazo. E arrendar casa será uma boa escolha para quem tem menor capacidade financeira e preferência pela flexibilidade.
Guia sobre o Porta 65 Jovem

Apoio ao arrendamento: guia sobre o programa Porta 65 Jovem

São muitas as famílias que sentem dificuldades para comprar ou arrendar casa e para fazer face às despesas existentes, nomeadamente com o pagamento da prestação ao banco ou da renda ao senhorio. No caso do arrendamento, uma das medidas de apoio que existe no país dá pelo nome de programa Porta 65-Jovem, que ajuda os jovens no pagamento mensal da renda. No ano passado, foram apoiadas 24.928 famílias apoiadas e 28.133 jovens, tendo o apoio médio mensal sido de 210 euros. Explicamos tudo sobre o programa Porta 65 no artigo desta semana da Deco Alerta.
Portugueses estão a mudar mais de casa

O que leva os portugueses a mudar de casa?

A crise habitacional está a deixar marcas, tendo os preços das casas à venda disparado nos últimos anos, o mesmo acontecendo no mercado de arredamento, com o valor das rendas pedido pelos senhorios aos inquilinos subido em flecha. Perante este cenário, muitas pessoas estão a optar por mudar de casa. Nos últimos cinco anos, 36% dos portugueses trocaram de casa, sendo que 7% realizaram essa mudança no último ano. A alteração do agregado familiar é o principal motivo que leva à tomada desta decisão.  
Arrendar casas pequenas

Arrendar minicasas: oferta com menos de 30 m2 continua escassa

Quem quer iniciar a vida junto aos grandes centros urbanos procura casas funcionais, eficientes, confortáveis e bem localizadas. E, apesar de os agregados em Portugal serem cada vez mais pequenos e de haver famílias dispostas a viver em casas mais pequenas (porque são, muitas vezes, mais baratas), a verdade é que a oferta de minicasas para arrendar em Portugal continua a ser escassa. Isto porque, segundo um estudo do idealista, só 1,6% dos apartamentos para arrendar têm uma área inferior a 30 metros quadrados (m2), uma percentagem semelhante à observada no início de 2023.
Atualização de rendas em novos contratos de arrendamento

Fixação de rendas para novos contratos: Deco alerta para dúvidas

Em 2023, a subida das rendas ficou limitada a 2%. Mas em 2024 as rendas das casas vão poder ser atualizadas até 6,94%, em linha com a inflação. Uma atualização, no entanto, que não abrange os novos contratos de arrendamento, que têm um limite de rendas inferior: podem subir até 2% face aos valores celebrados nos cinco anos anteriores. Esta é, de resto, uma medida que deixa dúvidas, tendo a Deco questionado a fixação de valores de rendas para novos contratos de arrendamento. Explicamos tudo sobre este assunto no artigo desta semana da Deco Alerta.
Apoios ao pagamento da renda

Apoio à renda já foi pago a todas as famílias elegíveis, diz o Fisco

O valor médio do apoio extraordinário à renda (PAER) ronda os 113 euros, tendo a medida chegado a 258.661 pessoas, num total de 236.862 famílias. Há, assim, mais de 50 mil famílias que, entretanto, se juntaram às cerca de 185 mil que começaram a receber este apoio em meados do ano passado, cujo pagamento retroagiu a janeiro de 2023. Trata-se de um aumento de beneficiários do apoio à renda de 27% em relação aos números iniciais da medida. Reforçar a dotação orçamental não está, no entanto, nos planos. 
Apoios à habitação em Portugal

Porta 65 e apoio à renda: quantos beneficiam e qual é o valor médio?

A crise habitacional está a deixar marcas em Portugal, e são muitas as famílias portuguesas que não conseguem comprar ou arrendar casa. Há, paralelamente, vários apoios e iniciativas em vigor por parte do Estado, de forma a dar resposta à perda de poder de compra dos cidadãos. Em causa estão, por exemplo, o programa Porta 65 Jovem, o Programa de Apoio ao Arrendamento (PAA) e o apoio extraordinário à renda (PAER). Fica a saber a quantas pessoas recebem ajuda e qual é o valor médio destes e de outros apoios. 

Comprar, vender e arrendar casa: a previsão das mediadoras para 2024

Tendo a subida dos preços das casas desacelerado ao longo do ano passado, será que esta tendência irá manter-se em 2024? Como vai o mercado imobiliário, sobretudo o segmento residencial, comportar-se e dar resposta à necessidade de aumentar a oferta de casas para fazer face à crise habitacional? Os desafios são muitos e a vários níveis, nomeadamente políticos – há eleições legislativas agendadas para dia 10 de março –, mas as mediadoras imobiliárias consultadas pelo idealista/news não atiram a toalha ao chão. As principais oportunidades estarão à espreita nas periferias das grandes cidades, onde há empreendimentos a ser desenvolvidos, antecipam.
Comprar casa para arrendar

Comprar casa em Portugal e colocá-la a arrendar rendeu 7,3% em 2023

O contexto económico e político vive momentos de incerteza, mas há quem tenha poupanças e procure oportunidades de investimento, tendo o imobiliário no centro das atenções, pelo retorno que dá. Até porque, embora o mercado de arrendamento tenha estado no centro das atenções em 2023, havendo várias mudanças desencadeadas pelo Mais Habitação - como o travão de 2% na subida das rendas nos novos contratos -, comprar casa para arrendar continua a ser um bom negócio. Desde logo, a rentabilidade da habitação subiu no ano que acaba de terminar (mas os riscos também): comprar casa em Portugal para colocá-la no mercado de arrendamento rendeu 7,3% no último trimestre do em 2023, um ponto percentual (p.p) superior à rentabilidade calculada para o mesmo período de 2022 (6,3%), revelam os dados do idealista, o marketplace imobiliário do sul da Europa.
Apoio à renda

Apoio à renda: como funciona e quem tem direito?

Entre as medidas anunciadas no pacote Mais Habitação, há um apoio destinado aos inquilinos com contrato de arrendamento habitacional e taxa de esforço elevada. Estas pessoas podem receber um apoio mensal ao arrendamento. O valor do apoio pode chegar aos 200 euros. 
Rendas das casas a subir

Onde é que as rendas mais subiram em 3 anos? Lisboa e Porto no top 10

O mercado de arrendamento tem vindo a ser pressionado dos últimos três anos por via da procura. Há cada vez mais famílias a procurar casas para arrendar em Portugal, mas a oferta não tem acompanhado esta tendência. E os resultados estão à vista: as rendas medianas das casas arrendadas a nível nacional subiram 28% desde 2020. Mas vários municípios populosos viram as rendas aumentar ainda mais, como é o caso do Funchal, Setúbal e Cascais, onde os valores medianos cresceram na ordem dos 50%. Também Lisboa e o Porto estão na lista dos 10 municípios onde as casas para arrendar ficaram mais caras nos últimos três anos.

Alojamento Local no olho do furacão: Governo aperta o cerco ao negócio

O negócio do arrendamento de casas de curta duração, mais conhecido em Portugal como Alojamento Local (AL), voltou a dar que falar em 2023. Uma polémica que já vinha de trás e que ganhou expressão – e novos contornos – ao longo do ano. O Governo, através do controverso programa Mais Habitação, apertou o cerco ao AL, alegando que a atividade encarece o preço da habitação, sobretudo em Lisboa e no Porto, contribuindo, desta forma, para a crise habitacional que se vive no setor. Uma ideia criticada vezes sem conta por vários players do setor. Também a União Europeia (UE) se mostra atenta ao negócio do arrendamento de casas a turistas. 
Arrendar casa em Portugal

Casas para arrendar escassas e mais caras em 2023 – e há novos apoios

O mercado de arrendamento em Portugal continuou bem dinâmico ao longo de 2023. Não só porque a procura de casas para arrendar continuou a ser bem superior à oferta aumentando - ainda mais - as rendas das casas, mas também porque este mercado foi alvo de várias mudanças legislativas. O Mais Habitação reforçou vários apoios às rendas (como o Porta 65) e também criou várias medidas para aumentar a oferta de habitação colocada no mercado de arrendamento, sendo o arrendamento coercivo de casas devolutas a medida mais polémica de todas. E ainda ficou definido que as rendas das casas em 2024 vão mesmo poder ser atualizadas de acordo com a inflação, ou seja, até 6,94%.
Documentos pedidos pelas mediadoras para arrendar casa

Arrendar casa: que documentos podem pedir as mediadoras?

Que documentos pode solicitar uma mediadora imobiliária a um potencial cliente que visitou uma casa com o intuito de a arrendar? Poderão as mediadoras pedir aos consumidores que apresentem, por exemplo, recibos de vencimento e a declaração de rendimentos? Explicamos tudo sobre este assunto no artigo desta semana da Deco Alerta.