O Banco de Portugal é o banco central da República Portuguesa. Emitir de notas de euro, colocar em circulação moedas metálicas (BCE detém o direito exclusivo de autorizar a sua emissão) e a supervisão prudencial das instituições de crédito e das sociedades financeiras, são algumas das suas principais funções.

Como renegociar o crédito habitação em Portugal

Lista negra do BdP: o que é a Central de Responsabilidades de Crédito?

Muitos portugueses começam a ter cada vez mais dificuldade para cumprir com o pagamento da prestação da casa, que está a aumentar na sequência da subida das taxas Euribor. A renegociação do crédito habitação é uma solução a ter em conta, sendo que entraram em vigor recentemente novas regras. O Banco de Portugal já veio esclarecer, entretanto, que quem renegociar o empréstimo da casa não terá qualquer “marcação específica” na Central de Responsabilidades de Crédito que permita a sua identificação por outros bancos. Explicamos tudo sobre este tema no artigo desta semana da Deco Alerta.
Prestação da casa sempre a subir em Portugal

Prestação da casa sobe à boleia das Euribor: e o spread pode baixar?

Os dados mais recentes do Banco de Portugal deixam antever que se avizinham tempos cada vez mais complicados para as famílias com crédito habitação, sobretudo as que têm os respetivos empréstimos indexados às taxas Euribor variáveis. As estimativas do regulador apontam para que 54% destes mutuários vejam a prestação da casa atualizada até fevereiro de 2023, sendo que os financiamentos mais recentes são os que vão sentir um maior agravamento na mensalidade a pagar ao banco. Será que a renegociação do spread é uma opção a ter em conta, para tentar atenuar a subida das taxas Euribor? Explicamos tudo sobre este tema no artigo desta semana da Deco Alerta.
Juros disparam no crédito habitação

Taxa de juro média dos novos créditos habitação já ultrapassa os 3%

A maioria dos contratos de crédito habitação em Portugal é de taxa variável, o que está a ter impacto direto no orçamento de muitas famílias, visto que a prestação da casa tem vindo a aumentar mês após mês, acompanhando a subida galopante das taxas Euribor. Em novembro de 2022, a taxa de juro média dos novos empréstimos para a compra de casa voltou a subir em flecha, tendo passado de 2,86% em outubro para 3,08%. Significa isto que superou os 3%, o que já não acontecia desde o início de 2015, revelou esta quarta-feira (4 de janeiro de 2023) o Banco de Portugal (BdP).
Recessão na europa

Economia mundial vai crescer ao ritmo “mais fraco” em 20 anos, diz FMI

As previsões das principais instituições internacionais para a evolução da economia em 2023 não são animadoras. Isto porque admitem que o crescimento da economia mundial irá abrandar no próximo ano, em particular na Zona Euro, onde algumas das principais economias podem registar uma recessão económica. Uma destas instituições é o Fundo Monetário Internacional (FMI) que diz que o crescimento económico global será de 2,7% em 2023, o “mais fraco” dos últimos 20 anos. Já a economia da Zona Euro deverá crescer ainda menos, 0,5%. Resta saber se Portugal irá esquivar-se ou não à recessão económica.
Custo de um cabaz alimentar de bens básicos aumentou 21%

Custo de um cabaz alimentar de bens básicos aumentou 21% num ano

O custo mensal médio de um cabaz básico de consumo alimentar para um adulto com cerca de 40 anos aumentou 21% no espaço de um ano, entre outubro de 2021 e o mesmo mês de 2022, segundo estimativas do Banco de Portugal (BdP) divulgadas esta sexta-feira (9 de dezembro de 2022). O supervisor bancário adianta ainda que no mesmo espaço temporal o custo mensal mediano do mesmo cabaz disparou 24%.
Mário Centeno acredita que o pico da inflação em Portugal já passou

Inflação e juros a subir? O pico já passou, acredita Centeno

Quando é que a taxa de inflação vai começar a descer? E o Banco Central Europeu (BCE) vai continuar a subir a taxa de juro diretora, que está nos 2% e influencia diretamente o crescimento das taxas Euribor, que por sua vez fazem disparar a prestação do crédito habitação? Mário Centeno, governador do Banco de Portugal (BdP), não tem uma bola de cristal, mas considera que o pior já terá passado. 
Poupanças e depósitos em Portugal a aumentar

Poupar em tempo de inflação e juros altos: depósitos estão a aumentar

A resposta das famílias portuguesas à alta taxa de inflação e à subida de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), que está a contribuir para o aumento das taxas Euribor e, consequentemente, da prestação do crédito habitação, parece estar a ser dada. O montante total de crédito habitação concedido aos particulares está a desacelerar e, ao mesmo tempo, os depósitos estão a aumentar, naquela que será uma forma de tentar aumentar as poupanças. 
Mário Centeno

Processo inflacionista mais duradouro e intenso que o previsto

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, afirmou esta quarta-feira que o processo inflacionista tem sido “mais duradouro e com mais intensidade do que aquilo que um choque de oferta faria prever”. E declarou que, num cenário de elevada instabilidade dos fatores externos, a estabilidade financeira no futuro dependerá, “de forma muito significativa, do que for o sucesso coletivo na redução da inflação”.
Ações das empresas cotadas em bolsa desvalorizam

Ações cotadas de empresas desvalorizaram-se em 5,7 mil milhões

Em setembro, o valor total de títulos emitidos por entidades residentes em Portugal era de 467 mil milhões de euros, menos 7,5 mil milhões de euros que no final do mês anterior, revelou esta quarta-feira (9 de novembro de 2022) o Banco de Portugal (BdP). “Para este resultado contribuíram essencialmente as desvalorizações ocorridas”, indica o regulador, adiantado que “as ações cotadas emitidas por empresas não financeiras e os títulos de dívida emitidos por administrações públicas desvalorizaram-se em 5,7 mil milhões e em 5,6 mil milhões de euros, respetivamente”. 
Subida dos juros pelo BCE

BCE cria recessão? Deixar inflação alta teria custo maior, diz Centeno

Tudo está a ser feito pelo BCE para baixar a inflação que se faz sentir na Europa. Na última reunião, o regulador voltou a subir as taxas de juro diretoras em 75 pontos, aumentando a taxa de refinanciamento para os 2%. Mas muitas foram as vozes que afirmaram que o caminho que a política monetária está a seguir poderá gerar uma recessão. Sobre este ponto, Mário Centeno, governador do Banco de Portugal (BdP) sublinha que se o BCE nada fizesse, a “alternativa seria manter taxas de inflação elevadas, o que teria um custo recessivo maior do que aquele que o aumento das taxas de juro provoca”.
comprar casa

Procura de empréstimos para comprar casa diminui no 3º trimestre

A procura de empréstimos para a compra de casa registou, no terceiro trimestre deste ano, uma “ligeira diminuição”, segundo os resultados do Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta terça-feira, 25 de outubro de 2022. A expectativa do banco central é ainda de que os critérios de concessão de crédito sejam “mais restritivos para empresas e ligeiramente mais restritivos para particulares”.
Valorização de imóveis

Valorização dos imóveis reduz diferenças entre ricos e pobres, diz BdP

“Sempre que o valor dos ativos aumenta significativamente, e de forma transversal aos vários tipos de famílias, a desigualdade da distribuição da riqueza reduz-se”. Quem o diz é o Banco de Portugal (BdP) no Boletim Económico de outubro, explicando que é precisamente isso que está a acontecer em 2022. O “dinamismo do mercado imobiliário” e o “elevado peso dos imóveis no total de ativos” é responsável, em grande medida, pelo aumento de 12,1% da riqueza líquida em termos nominais no país.
Crescimento da economia

Recessão económica em 2022 é afastada pelo BdP apesar da alta inflação

Este ano está a ser marcado pela subida generalizada dos preços. Começou logo a sentir-se nos produtos energéticos e no supermercado, e rapidamente contagiou toda a economia portuguesa. Contas feitas, o Banco de Portugal (BdP) estima que a inflação aumente 7,8% em 2022. E este contexto não só estagna o rendimento real disponível, como reduz a poupança das famílias. Mas, ainda assim, o crescimento da economia foi revisto em alta em outubro para 6,7%, afastando um cenário de recessão em 2022.
Juros dos créditos habitação

Novos créditos habitação caem 11% com subida dos juros para 2,01%

As mudanças da política monetária por parte do BCE têm agitado as águas do mercado de crédito habitação. Depois de o regulador europeu ter subido as taxas de juro diretoras, as taxas Euribor voltaram a dar o salto em setembro. E como em Portugal a taxa variável continua a ser a mais procurada, qualquer flutuação da Euribor reflete-se nas taxas de juro dos novos créditos habitação, que em agosto atingiu o valor médio de 2,01%, o mais elevado desde maio de 2016, aponta o Banco de Portugal (BdP). Por outro lado, a subida dos juros poderá estar a influenciar o montante concedido em novos créditos habitação, já que caiu 11% entre julho e agosto.
Poupanças nos depósitos a prazo

Poupanças nos depósitos a prazo? Montante subiu 7% com a alta inflação

Com o poder de compra pressionado por uma inflação que chegou aos 9,3% em setembro, os portugueses têm optado cada vez mais por proteger as poupanças nos depósitos a prazo, ainda que rendam pouco (0,07%). Os dados do Banco de Portugal (BdP) mostram que o montante de novos depósitos a prazo subiu 7% em agosto face ao mês anterior, atingindo os 4.124 milhões de euros.
Subida de juros no crédito habitação

Subida de juros encolhe valor concedido no crédito habitação – porquê?

A vida das famílias que pretendem contratar novos créditos habitação está a complicar-se. Isto porque os agregados têm de cumprir uma série de critérios para conseguir ter financiamento bancário. E, agora, enfrentam a subida dos juros à boleia da Euribor. Mas há um efeito escondido deste cenário: quanto mais subirem os juros, menor é o valor que os bancos estão autorizados a emprestar.
Mário Centeno

"A inflação vai ser mais elevada e menos temporária", avisa Centeno

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, admitiu hoje que a inflação vai ser mais elevada e menos temporária, apontando para uma revisão em alta da taxa nas próximas projeções do banco central. E alertou que a resposta à crise não pode ser a mesma do que em 2020, recordando que o Estado se preparou antes, nomeadamente com redução do peso da dívida.