Arrendar ou comprar casa? Há uma solução habitacional diferente e que permite manter a residência permanente numa casa por um período vitalício, sem que se seja proprietário. E como?
O número real de pessoas a viverem em condições indignas será superior à estimativa feita pelo Governo em 2018, por altura do levantamento de necessidades do país.
A secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, considera que a articulação entre o Estado e os privados “pode ser mais trabalhada" na área do arrendamento acessível, nomeadamente para reforçar a resposta do Estado no terreno, “que falhou ao não garantir habitação até agora”.
"A verdade é que na habitação nós falhámos ao longo de décadas", afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que participava, em Coimbra, na cerimónia de assinatura e homologação de um acordo de colaboração no âmbito da Estratégia Local de Habitação do município, presid
Catarina Martins, coordenadora do BE, considera que há “em Portugal uma combinação explosiva que está a negar o direito à habitação”, referindo-se ao “Alojamento Local (AL) sem regras” e à lei das rendas.
Enquanto em Berlim ou Londres, as autoridades têm vindo a tentar resolver a crise na habitação com regras mais rígidas para o arrendamento, congelamento de preços, habitações sociais e cofinanciamento público de apartamentos com rendas reduzidas, a Finlândia decidiu ir por outro caminho, que está a dar resultados.
O viúvo vai manter o direito a habitar a casa de família, mas em condições distintas: se tiver mais de 65 anos será de forma vitalícia e se tiver menos de 65 anos apenas poderá habitar a casa por cinco anos.
Sem morada própria, hospedados em casa de alguém, a pernoitarem na rua ou em albergues. Esta é a realidade que 11 milhões de famílias estão a enfrentar na Europa, segundo um estudo da Fundação Abbé-Pierre (FAP) e da Federação Europeia das Organizações Nacionais que trabalham com os Sem-Abrigo (FEANTSA).
O esboço da Lei de Bases da habitação deverá estar pronto no início do próximo ano. A proposta de lei está a ser desenhada pela deputada socialista Helena Roseta e o objetivo inicial era que estivesse concluída até ao final deste ano. De referir que a habitação é um dos únicos direitos sociais previstos na Constituição da República que não tem uma lei de bases.
Há cerca de duas semanas, a imagem de um velhote desamparado, com um olhar inocente e aspeto desalinhado, tornou-se viral através do Facebook na Roménia. Um utilizador da rede social conheceu Ion em primeira mão, um homem sem casa, que levava mais de 20 anos a viver numa barrada feita de cartão, finas placas de madeira e pedaços de plástico situada num dos piores bairros de Bucareste.
o observatório dos direitos humanos (odh) considerou “lesiva do direito à habitação” uma decisão da câmara municipal do porto que negou um pedido de residência a uma família que estava há quatro meses a viver numa tenda.