Poupanças em Portugal: certificados de aforro a crescer (mas menos)
Os certificados de aforro aumentaram 2,2 mil milhões de euros em junho, o primeiro mês de comercialização da nova série F. Em causa estão dados divulgados esta segunda-feira (24 de julho de 2023) pelo Banco de Portugal, que confirmam que o dinheiro aplicado pelas famílias em produtos de poupança do Estado está a subir há 15 meses seguidos.
Certificados de Aforro: o que são e o que muda nas regras?
O Governo mexeu nas regras dos Certificados de Aforro (CA), tendo suspendido a série E e iniciado a comercialização da série F, que oferece uma taxa de juro base bruta de 2,5% – mais baixa que a da série anterior, que era de 3,5%. Uma medida que está a gerar polémica, visto que além de ter condições piores para os aforradores dá luz verde aos bancos para venderem também CA. E mais: surge numa altura em que os bancos têm alertado para a fuga das poupanças das famílias de depósitos tradicionais para este produto de poupança do Estado. Confuso? Preparámos um guia no qual explicamos todas as novidades dos CA.
Poupanças das famílias saem dos bancos há quatro meses consecutivos
Os portugueses estão, cada vez mais, a tirar dinheiro do banco, ou para fazerem investimentos ou porque precisam de um encaixe financeiro para fazer face à crise instalada na sequência da subida da taxa de inflação que se fez sentir nos últimos meses – apesar de agora estar a abrandar. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) mostram isso mesmo, havendo em abril “apenas” 174,4 mil milhões de euros em depósitos.
Certificados de Aforro: nova série começa hoje a ser comercializada
Começa a ser comercializada esta segunda-feira (5 de junho de 2023) uma nova série de Certificados de Aforro (CA), a 'F', que oferece uma taxa de juro base bruta de 2,5%. Tal acontece depois da suspensão da 'série E', que levou a oposição a tecer várias críticas. De acordo com a portaria que regula as condições destes novos CA, os títulos desta 'serie F' terão um prazo máximo de 15 anos, findo o qual 'regressam' à conta bancária a que estão associados. De referir ainda que os bancos vão também poder começar a vender CA.
Taxa de poupança das famílias cai para 6,1% em 2022
A taxa de poupança das famílias caiu para 6,1% do rendimento disponível em 2022, uma redução de 3,8 pontos percentuais face a 2021, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o instituto estatístico, “comparativamente com 2021, o RDB [rendimento disponível bruto] aumentou 7,8% em 2022”, mas este crescimento “não foi suficiente para compensar o aumento da despesa de consumo final, que se fixou em 12,5%, o que determinou a redução da taxa de poupança de 9,9% em 2021 para 6,1% em 2022”.
Amortizar o crédito habitação ou planear a reforma: o que é melhor?
Quem tem algumas poupanças, pode ficar na dúvida entre investir num plano de pensões ou amortizar o crédito habitação, até porque agora as famílias podem pagar antecipadamente os empréstimos de taxa variável sem pagar quaisquer comissões ou impostos. Ambas as opções possuem vantagens e desvantagens e, dependendo do caso, pode ser mais vantajoso optar por uma alternativa ou por outra. O idealista/news analisou os principais pontos chave que te podem ajudar a decidir entre amortizar o crédito da casa ou investir as poupanças num plano de pensões.
O que são os certificados de aforro? Tudo o que precisas de saber
Numa altura em que se fala de poupanças e de como fazer face a uma inflação galopante a somar ao aumento do custo de vida, é importante que conheças as tuas opções para uma melhor gestão financeira. Os certificados de aforro, por exemplo, são uma solução de poupança para muitos portugueses.
Como proteger a carteira da inflação: dicas para começar a poupar
O ano de 2023 já arrancou e este é o momento ideal para iniciar a gestão do orçamento familiar. Isto é especialmente importante num momento em que a inflação e a subida dos juros no crédito habitação têm pressionado – e muito – os rendimentos dos portugueses. Para te ajudar nesta tarefa, o idealista/news reuniu várias dicas para começares a poupar e a proteger a tua carteira da subida generalizada dos preços.
Certificados de aforro: poupança atinge valor mais elevado desde 2006
As entradas de dinheiro em certificados de aforro em dezembro ascenderam a 1.994 milhões de euros, elevando para 19.626 milhões de euros o saldo aplicado neste tipo de poupança, o mais alto desde pelo menos 2006. A subida das Euribor – indexante usado para a determinação da taxa de juro dos certificados de aforro – que se tem vindo a registar nos últimos meses, tem sido acompanhada de um reforço da poupança dos particulares nestes títulos de dívida pública.
Poupanças nos depósitos a prazo a render 0,35% - o máximo desde 2016
Nos últimos três anos, colocar as poupanças num depósito a prazo pouco ou nada rendia. Mas este cenário está a mudar, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter subido as taxas diretoras em 250 pontos base.
Certificados de Aforro em alta: taxa de juro já ultrapassa os 3%
Os Certificados de Aforro voltaram, pela primeira vez em mais de dez anos, a remunerar os aforradores com taxas de juro acima dos 3%. A taxa de juro bruta para novas subscrições e capitalizações de Certificados de Aforro em janeiro será de 3,016%, sendo necessário recuar até 2009 para encontrar uma remuneração semelhante destes títulos de dívida do Estado desenhados para os pequenos aforradores.
Poupanças nos depósitos voltam a engordar com juros mais altos
Colocar poupanças num depósito bancário é uma forma de proteger o dinheiro num momento de alta inflação, muito embora até há bem pouco tempo os depósitos a prazo pouco ou nada rendiam. Mas este cenário está, agora, a mudar em Portugal e na Europa: as taxas de juro nos depósitos a prazo estão a subir depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter subido as taxas de juro diretoras em 250 pontos base. E, em resultado, as poupanças nos depósitos (a prazo e não só) têm engordado no nosso país. Em novembro, totalizavam 182,3 mil milhões de euros, permanecendo no maior patamar de sempre.
Certificados de aforro e do Tesouro: stocks a subir há oito meses
Em novembro, os stocks de certificados de aforro e do Tesouro voltaram a subir para um total de 33.263,25 milhões de euros, mais 1.414,07 milhões de euros (+4,4%) que em outubro e mais 9,8% que no período homólogo.
Rendimento disponível real das famílias cai nos 2º e 3º trimestres
O rendimento disponível real das famílias diminuiu no segundo e no terceiro trimestres deste ano, refletindo o aumento da inflação sem uma contrapartida equivalente no rendimento nominal das famílias, indicou esta sexta-feira (23 de dezembro de 2022) o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Taxa de poupança das famílias regressa a níveis de 2008
A taxa de poupança das famílias caiu para 5,1% do rendimento disponível no terceiro trimestre do ano, o que não acontecia desde o segundo trimestre de 2008. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Como poupar dinheiro: 15 razões que te levam a gastos desnecessários
Todos nós em algum momento da nossa vida deixámos o orçamento familiar derrapar e aqueles dias até ao fim do mês parecem uma verdadeira maratona.
Poupanças começam a render: juros nos depósitos dão salto para 0,24%
Desde setembro de 2019 até setembro deste ano, colocar as poupanças num depósito a prazo rendia menos de 0,1% em Portugal. Mas com a subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE), as taxas de juros dos depósitos começaram a subir no nosso país em outubro.
Certificados de aforro: valor aplicado em outubro supera total de 2021
Os certificados de aforro (CA) registaram a entrada de 1.487 milhões de euros em novas subscrições durante o mês de outubro, valor que supera as emissões anuais registadas de 2016 a 2021. A procura por certificados de aforro tem-se intensificado nos últimos meses, refletindo a subida da Euribor a três meses e o consequente aumento da taxa de remuneração dos certificados– já que aquele indexante integra a fórmula de cálculo da taxa de juro deste produto de poupança.
Portugal é o quinto país da UE onde as famílias menos poupam
Em 2021, em plena pandemia da Covid-19, as famílias portuguesas pouparam apenas 9,8% dos seus rendimentos. Portugal é, de resto, o quinto país da União Europeia (UE) onde as famílias menos pouparam no ano passado, encontrando-se apenas atrás de Dinamarca (9,3%), Lituânia (5,8%), Grécia (3,7%) e Polónia (2,8%). Em causa estão dados divulgados recentemente pelo Eurostat.
Poupar em tempo de inflação e juros altos: depósitos estão a aumentar
A resposta das famílias portuguesas à alta taxa de inflação e à subida de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), que está a contribuir para o aumento das taxas Euribor e, consequentemente, da prestação do crédito habitação, parece estar a ser dada. O montante total de crédito habitação concedido aos particulares está a desacelerar e, ao mesmo tempo, os depósitos estão a aumentar, naquela que será uma forma de tentar aumentar as poupanças.
Subida de juros vai refletir-se nos depósitos a prazo, diz Centeno
A subida das taxas de juros diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) tem tido efeitos diretos na economia europeia. O objetivo é baixar a inflação que se faz sentir na Zona Euro – que chegou aos 10,6% em outubro. E acaba por ter influência na subida da Euribor, encarecendo os créditos habitação. Mas também tem efeitos positivos nos depósitos a prazo, já que pode torná-los mais rentáveis no futuro. “O reflexo das subidas das taxas de juro deve fazer-se sentir nos depósitos, para que a poupança passe a ter outro significado”, acredita o governador do Banco de Portugal.
BCE aumenta juros em 75 pontos: taxas dos depósitos a prazo vão subir?
A economia europeia estremeceu com a nova subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) em 75 pontos base esta quinta-feira, dia 27 de outubro. Há consequências à vista para a economia: a Euribor deverá continuar a subir, tornando os créditos habitação mais caros, e há já vários países que estão a sentir as economias a contrair. Mas também há efeitos positivos para as carteiras das famílias: o aumento dos juros diretores impulsiona também a subida das taxas de juro dos depósitos a prazo no espaço europeu, tornando-os mais rentáveis. Explicamos.
Como gerir o salário em tempos de crise
O cenário é de crise, com a taxa de inflação a não dar tréguas e o Banco Central Europeu (BCE) a responder com a subida da taxa de juros. Uma das consequências deste cenário, além do aumento da prestação da casa a pagar ao banco pelo crédito habitação, é a perda de poder de compra, que segundo António Costa é “brutal”. Mas há formas de tentar “minimizar” os danos, nomeadamente fazendo uma gestão correta do salário.
Ter poupanças em depósitos: juros em Portugal dos mais baixos na UE
A subida das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE) para travar a inflação acaba por influenciar o aumento generalizado dos juros na Zona Euro, quer nos créditos habitação, quer nos depósitos a prazo. Mas nem todos os países europeus estão a refletir esta subida dos juros diretores da mesma forma. Colocar as poupanças num depósito a prazo rende 1,44% nos Países Baixos, enquanto em Portugal rende 20 vezes menos. A taxa de juro nos depósitos a prazo no nosso país, de 0,07%, foi mesmo a terceira mais baixa da União Europeia (UE) em agosto.
Produção descentralizada de energia: como pode ajudar a poupar
A produção descentralizada de energia é um dos termos mais ouvidos atualmente. Perante os desafios enfrentados pelas famílias no mercado energético, começa a ser necessário pensar em novos caminhos.