um relatório do fundo monetário internacional (fmi) mostra que a função pública é o grupo que vai arcar com a maior parte da factura do ataque ao défice português.
atrasar o pagamento dos salários aos trabalhadores ou reter os descontos para a segurança social parece ser cada vez mais a solução encontrada pelas empresas para fazer face à crise ou a dificuldades pontuais de tesouraria.
os peritos do fmi, bce e ce querem baixar ordenados em toda a economia. o memorando negociado entre a "troika", governo e maiores partidos da oposição (psd e cds) contempla um choque salarial na economia portuguesa, a partir de 2012.
a "troika", composta por equipas técnicas do fundo monetário internacional (fmi), do banco central europeu (bce) e da comissão europeia (ce), continua a negociar o programa de auxílio a portugal, que deverá ser conhecido nas próximas semanas.
várias centenas de funcionários de empresas públicas já estão a negociar rescisões por mútuo acordo com as respectivas administrações, aceitando valores de indemnizações muito inferiores aos que têm sido praticados nas empresas, revela o diário económico (de).
as empresas terão de descontar, no máximo, até 1% das remunerações dos trabalhadores para financiar o fundo de despedimentos que o executivo quer criar, revela o diário económico.
este ano, os trabalhadores da administração pública e os dirigentes intermédios do estado (directores de serviço e chefes de divisão) que tenham obtido classificação de excelente pelo seu desempenho nos três últimos anos têm direito a cinco dias de férias extra ou à respectiva remuneração, avisa o d
a redução de salários nas empresas públicas, imposta pelo governo no orçamento do estado (oe) para 2011, gerou uma vaga de contestação junto dos seus trabalhadores que vai acabar na barra dos tribunais.
teixeira dos santos foi obrigado a recorrer a uma medida de último recurso para pagar os salários do ano passado dos funcionários públicos, revela o diário económico (de).
depois de exigir o cumprimento imediato dos cortes salariais nas empresas do estado, o ministério das finanças voltou com a palavra atrás e vai permitir que as reduções só sejam aplicadas em fevereiro, desde que com retroactividade.
os funcionários públicos vão começar a sentir os cortes salariais já a partir desta quinta-feira, data em que começam a receber os vencimentos, o que vai suscitar de imediato a reacção dos sindicatos com acções em tribunal, afirma o i online.
professores e inspectores da educação são alguns dos profissionais da função pública que entregam hoje providências cautelares para impedir os cortes dos salários anunciados pelos governo.
as dívidas aos trabalhadores de empresas que fecharam aumentaram este ano para 255 milhões de euros. dados apurados pela cgtp revelam que mais de 22 mil trabalhadores que perderam o emprego aguardam pelo pagamento de salários e indemnizações em atraso devidos por 970 empresas.
os funcionários do grupos parlamentares não serão abrangidos pelos cortes salariais de 10% previstos no orçamento do estado (oe) para 2011 para os vencimentos da função pública e sector empresarial do estado.
o corte de salários na administração pública, que permitirá baixar a despesa em cerca de mil milhões de euros no oe/2011, vai afectar um universo muito extenso de funcionários, sendo que em 13 carreiras profissionais o impacto oscila entre os 80% e os 100% dos trabalhadores, revela uma estimativa do
o acordo entre o governo e o psd para a viabilização do orçamento do estado para 2011 vai permitir às famílias poupar até 1.800 euros por ano, de acordo com as simulações de irs feitas pela pricewaterhousecoopers, revela o diário económico.
o partido aplaude e apoia as seis condições que passos coelho, líder do psd, quer impôr ao governo para que os 81 deputados sociais-democratas viabilizem o próximo orçamento de estado a 29 de outubro.
dois em cada três portugueses não sabem o que é o ‘spread’, revela a conclusão preliminar do inquérito realizado pelo banco de portugal (bdp) onde se reconhece que há falta de literacia financeira no país.
a caixa geral de depósitos (cgd) poderá beneficiar de uma redução nos seus custos de pessoal de cerca de 22,47 milhões de euros no próximo ano, resultado de do corte nos salários previstos para a função pública e que vai abranger os trabalhadores do grupo bancário estatalsegundo o diário económico,
primeiro o congelamento de prémios, agora os cortes salariais. as remunerações base dos gestores de empresas públicas foram reduzidas em 5% na segunda metade de 2010 e em 2011 vai ser cortada uma fatia adicional de 10%.
num cenário de crise política, desenhado pela instabilidade governativa e pela crise económica, as comemorações do centenário da república não se livram da sombra das medidas de austeridade apresentadas na semana passada pelo governo.
em cada dez euros dos esforço de contenção orçamental, os portugueses contribuem com seis euros, o estado com três euros e a banca e empresas, detentores de maiores rendimentos mobiliários pagam o euro que falta.
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