Crédito habitação de taxa variável

Créditos a taxa variável e mais falências: OCDE alerta para riscos

O clima macroeconómico na Zona Euro mudou – e muito – com a subida da inflação e o consequente aperto da política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE). E há fatores que têm preocupado a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), como é o caso do maior peso dos créditos habitação a taxa variável, mais expostos à subida dos juros, e o aumento das falências das empresas. Para a organização, estes fatores trazem riscos para o sistema financeiro europeu.
Prestação da casa mais cara

Prestação da casa vai subir em 54% dos créditos até fevereiro de 2023

A maioria das famílias possui crédito habitação de taxa variável no nosso país. E, por isso, têm de estar atentas ao momento em que a prestação da casa é atualizada com a nova taxa Euribor. Segundo os dados do Banco de Portugal (BdP), 54% dos mutuários com contratos de crédito habitação indexados à Euribor a 3,6 e 12 meses vão ver a sua prestação da casa atualizada até fevereiro de 2023. Os empréstimos habitação mais recentes são os que vão sentir um maior agravamento da prestação da casa.
Taxa de esforço no crédito habitação

Esforço para pagar casa vai estabilizar para quem tem menores salários

A subida da inflação e das taxas de juro aumenta a pressão sobre os orçamentos das famílias. Tendo em conta este cenário e a subida de rendimentos em 2023, o Banco de Portugal (BdP) conclui que a generalidade das famílias com empréstimos a taxa variável (inclusive a hipoteca da casa) conseguirá manter o consumo de bens essenciais e satisfazer o serviço da dívida com os seus rendimentos em 2023. E mesmo as famílias com menores salários vão ver a taxa de esforço para pagar os créditos de taxa variável a estabilizar em 2022 e a subir ligeiramente em 2023.
Crédito habitação de taxa variável

Crédito habitação de taxa variável? Spread desde 0,95% no Banco CTT

Hoje, os juros nos créditos habitação estão a subir a pique. E mesmo com a taxa variável a escalar à medida que sobe a Euribor, os portugueses continuam a apostar nesta taxa. É o que dizem os dados do Banco de Portugal: em outubro, 83% do montante dos novos empréstimos para a compra de habitação própria permanente foram concedidos a taxa variável e indexada à Euribor. E, por isso, na hora de fazer contas à vida e analisar as ofertas dos bancos, importa olhar para os spreads. Por exemplo, o Banco CTT tem spreads contratados desde 0,95%. Explicamos tudo na rubrica crédito habitação do mês.
Juros a subir nos créditos habitação

Juros no crédito habitação dão o maior salto de sempre para 2,86%

A subida da Euribor mês após mês tem-se refletido – e muito – nos bolsos das famílias portuguesas, já que a maioria dos contratos de crédito habitação continuam a ser de taxa variável e indexados a esta taxa de referência. É por isso mesmo que a taxa de juro média dos novos empréstimos habitação tem assumido uma trajetória ascendente: passou de 2,23% em setembro, para 2,86% em outubro, dando assim o maior salto de sempre num só mês (+0,63 pontos percentuais), sublinha o Banco de Portugal (BdP). Esta é a maior taxa de juro média desde 2015.
Prestação da casa mais cara

Euribor disparou em novembro: quanto é que a prestação fica mais cara?

As taxas Euribor continuam a refletir as decisões do BCE sobre política monetária. Isto porque a Euribor continua a subir a alta velocidade à medida que o supervisor europeu decide aumentar as taxas de juro diretoras. E as taxas de referência têm subido de tal forma que a Euribor a 12 meses está cada vez mais perto dos 3% e a Euribor a 6 meses já está acima de 2%. Este cenário reflete-se diretamente nos novos empréstimos habitação de taxa variável, que vão contemplar prestações da casa bem mais caras do que no passado. Mas quanto? Explicamos tendo por base simulações.
Apoios ao crédito habitação

Apoios ao crédito habitação: banca espanhola propõe congelar prestação

A subida das taxas Euribor está a agravar os créditos habitação de taxa variável em todos os países da Europa. E há vários Estados-membros que estão a preparar um conjunto de apoios para ajudar as famílias a pagar prestações da casa mais caras. Portugal foi um deles, com o Governo de António Costa a anunciar descontos no IRS e condições extra de renegociação para as famílias. E, em Espanha, a banca está a estudar a hipótese de congelar o pagamento das prestações da casa durante um ano para atenuar o impacto da subida dos juros e da inflação nos orçamentos familiares.
Riscos no crédito habitação

Crédito habitação: quais os perigos a ter em conta antes de contratar?

O contexto do crédito habitação está a mudar. O Banco de Portugal (BdP) tem definido novas regras macroprudenciais ao longo dos anos para proteger as famílias e os bancos do risco de incumprimento – a mais recente entrou em vigor a 1 de abril e vem limitar os prazos consoante as idades. E, além disso, os juros dos créditos habitação estão a subir à boleia da Euribor, aumentando as prestações da casa em várias dezenas de euros. É por tudo isso que, na hora de pedir um empréstimo para comprar casa, há que fazer contas e ter em conta vários fatores. Para te ajudar neste desafio, explicamos quais são os principais riscos a considerar para assegurar a tua estabilidade financeira e evitar surpresas desagradáveis.
Diferenças entre spread base e contratado

Crédito habitação: qual a diferença entre spread base e contratado?

Num momento em que os créditos habitação para comprar casa estão a ficar mais caros com a subida da Euribor, importa passar a pente fino todos os indicadores associados ao empréstimo da casa. Um deles é o spread, que é a margem de lucro do banco quando concede um crédito habitação. E há dois tipos de spreads a ter em conta: o spread base e o spread contratado. Mas quais são as diferenças entre eles? Explicamos tudo neste artigo.