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Deco Alerta: Taxa fixa ou variável no crédito à habitação. Qual é a melhor opção?

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Autor: Redação

A escolha da taxa de juro (fixa ou variável) para efeitos de crédito à habitação é o 44º tema da Deco Alerta. Destinada a todos os consumidores em Portugal, esta rubrica semanal é assegurada pela Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news.

Envia a tua questão para a Deco, por email para gcabral@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.

Uma das decisões importantes que tomamos ao longo da vida é a da compra de uma habitação, sendo que, em regra, é necessário contratar um crédito à habitação, pois o valor do investimento é considerável.

Por sua vez, outra decisão a tomar quanto ao crédito à habitação é a escolha da taxa de juro, sendo que esta pode ser fixa ou variável. 

Em Portugal a grande maioria dos empréstimos tem taxa de juro variável e quando têm uma taxa de juro fixa, esta aplica-se por norma apenas durante alguns anos (normalmente entre três e dez anos). 

Nos créditos à habitação com taxa de juro variável, a taxa de juro do empréstimo resulta da soma de duas componentes: o indexante ou taxa de referência, que é a Euribor, e o spread (é livremente definido pela instituição de crédito para cada contrato de crédito), sendo que nesta situação podes, enquanto cliente bancário, escolher o prazo da Euribor (três, seis ou 12 meses), sendo as Euribor a três e seis meses as mais frequentemente usadas em contratos de crédito à habitação. 

Basicamente, significa isto que o valor da Euribor é revisto após o prazo a que se refere. Por exemplo, a Euribor a três meses é revista trimestralmente e a Euribor a seis meses semestralmente.  

Quando o valor da Euribor é revisto, a taxa de juro do empréstimo pode subir ou descer refletindo a eventual alteração do valor da Euribor. O montante da prestação pode, assim, aumentar ou diminuir. 

Por sua vez, nos créditos com a taxa de juro fixa, a mesma mantém-se inalterada durante o prazo que tiver sido acordado com o banco, logo também a prestação mantém-se igual. Isto significa que se as taxas de juro de mercado, por exemplo a taxa de juro Euribor, entretanto subirem ou descerem a prestação do empréstimo com taxa fixa não se altera. 

Em condições normais de mercado, a prestação de um empréstimo na taxa de juro fixa é mais elevada do que a prestação indexada à Euribor. O cliente paga um preço mais alto pela segurança de não vir a ter a sua prestação aumentada. Mas deve ponderar bem esta escolha, pois se a Euribor descer a sua prestação não desce.

Assim, se não gostas de surpresas e preferes “jogar” pelo seguro, a taxa fixa poderá ser a opção adequada, mas se quiseres arriscar podes sempre “jogar” com as condições de mercado e optar pela taxa de juro variável e aproveitar, como é o cenário atual, taxas de juro com valores mais baixos de sempre. A escolha é tua, mas escolhe com consciência.