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Crédito à habitação pelo smartphone? Sim, no Banco CTT, que tem um spread igual para todos

Queres pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa? Então já não tens de te deslocares a uma agência para o fazeres, basta teres um smartphone e descarregar a app do Banco CTT. A entidade liderada por Francisco de Lacerda, que apresentou esta quinta-feira (dia 26) a sua oferta de crédito à habitação, atacará o mercado com um spread fixo de 1,75%, sendo no entanto a Taxa Anual Efetiva Revista (TAER) que mais importa na hora de pedir financiamento, segundo banco.

Estas são as duas grandes novidades da oferta de crédito à habitação do Banco CTT, que com dez meses de vida tem 202 lojas abertas e está presente em 105 municípios, tendo mais de 100.000 clientes e mais de 250 milhões de euros em depósitos.  

Em primeiro lugar, a hipótese de iniciar e terminar o processo de adesão a um crédito à habitação através do smartphone, cuja aplicação permite criar uma proposta de crédito, colocá-la em pré-aprovação, tratar da avaliação do imóvel e dos seguros, ter a aprovação técnica e formalizar a proposta, sendo que pelo meio é possível enviar documentos, receber notificações e trocar mensagens com o banco. Na prática, apenas no momento da escritura é necessária a presença física.

De acordo com João Mello Franco, membro da comissão executiva do Banco CTT, as famílias podem agora “fazer tudo a partir de casa”. “Temos um excelente produto. É possível fazer tudo com dois ou três cliques”, adiantou, frisando que a simplicidade é um dos objetivos pretendidos com esta iniciativa.  

“Temos uma posição relevante no segmento digital: 40% dos nossos clientes são ativos no digital”, acrescentou o CEO do Banco CTT, Luís Pereira Coutinho.

Neste momento, só é possível pedir um financiamento para a compra de casa através desta nova app ou em 50 lojas físicas da rede do banco, prevendo-se que tal seja possível nas restantes lojas até final de fevereiro.

TAER é que conta. E não o spread…

Para o Banco CTT, a tão falada guerra de spreads existente no mercado – os valores mínimos nos maiores bancos a operar no país variam entre 1,25% e 1,95% – não reflete a realidade, porque a maior parte das pessoas não reúne condições para aceder a estes valores. E mais: o spread não traduz o custo total associado à contratação de um crédito à habitação.

Nesse sentido, a entidade “faz as contas” através do cálculo da TAER, a taxa que considera todos os custos do crédito e que deve ser tida em conta pelos clientes aquando da comparação de financiamentos. E segundo o Banco CTT, a sua TAER é mais baixa que a dos concorrentes, apesar do spread praticado não o ser.

Na prática, o spread único é de 1,75% e o banco apenas exige a domiciliação do salário e a subscrição dos seguros de vida e multirriscos habitação, que serão disponibilizados pela Mapfre. De referir que o financiamento é garantido até 80% da avaliação do imóvel e num prazo máximo de 40 anos. A taxa Euribor indexada é a variável a 12 meses.

Somos claramente a melhor proposta para 80% das famílias portuguesas”, disse João Melo Franco. Uma opinião, de resto, partilhada por Luís Pereira Coutinho: “Os spreads são só parte dos custos totais de um crédito à habitação e a nossa oferta no seu conjunto é muito competitiva, pensamos que é a mais competitiva para a larga maioria dos portugueses”.

Estes foram os três cenários mostrados pelo Banco CTT para mostrar que a sua oferta de crédito à habitação é a mais competitiva do mercado.