As comissões bancárias têm vindo a aumentar, em alguns casos para o dobro. E as subidas não vão ficar por aqui. A banca prepara-se para agravar os custos associados a operações como sejam a abertura e gestão de conta à ordem, levantamentos e pagamentos, transferências interbancárias, entre outras. E o crédito à habitação é onde os bancos, mais facilmente, conseguem fazer os clientes reféns destes gastos, como contrapartida negocial. Mas há forma de escapar e dizemos-te como.
Se tens um crédito à habitação barato — com um spread, a margem que o banco cobra sobre a taxa de referência, inferior a 1,5% —, mais dificilmente conseguirás libertar-se para optar por outro banco mais económico, avisa o Observador.
No entanto, se tens empréstimo caro deverias procurar alternativas, que te reduzam o custo das comissões. O Bankinter, que o jornal diz ser o banco que oferece o financiamento para compra de casa mais atraente, tem em curso uma campanha em que paga as despesas de transferências do crédito — incluindo a comissão de amortização antecipada e os emolumentos notariais e de registos — até ao máximo de 1,25% do valor do crédito transferido.
O banco espanhol que entrou em Portugal no ano passado, através da compra da operação nacional do Barclays, tem cartões de crédito sem anuidade e a conta-ordenado está isenta de outros custos. Mas atenção porque nos serviços básicos, o banco não é barato. Cobra 10,40 euros pela anuidade do cartão de débito que, embora não seja obrigatório na concessão do crédito, é essencial à maioria dos consumidores.
Em alternativa, aponta o Observador, podes esperar um pouco pela proposta de transferência de crédito do Banco CTT, o segundo mais económico na concessão de empréstimos à habitação. João Mello Franco, administrador executivo do Banco CTT, revelou ao jornal que, em breve, extenderão a oferta de crédito também às transferências.






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