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Avaliação bancária das casas sobe pelo 7º mês consecutivo e atinge 1.200 euros por m2 em abril

Este valor é 1,1% superior ao registado em março e 8% maior do que o apurado em abril do ano passado, mostram os dados do INE.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Autor: Redação

Desde outubro de 2020 que o valor mediano de avaliação bancária das casas não para de crescer. Já se contam sete meses de sucessivos aumentos. Em abril, registou-se a última subida – de mais 13 euros face a março -, que levou este indicador a alcançar os 1.200 euros por metro quadrado (euros/m2), mostram os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira (dia 27 de maio de 2021).

Quando comparado com o registado no final de março desde ano – quando chegou aos 1.187 euros/m2 - este valor é, em concreto, 1,1% superior. E para essa evolução positiva em muito contribuíram as avaliações bancárias realizadas na Região Autónoma da Madeira, já que foi onde se registou o maior aumento no valor mediado das casas neste período – de mais 2,3%. Pelo contrário, o Alentejo apresentou a única descida (-0,5%), refere o INE.

Olhando para abril de 2020, o valor mediano de avaliação bancária das casas deu o salto, sendo agora 8% superior. A variação mais intensa foi registada no Norte (7,9%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (3,6%). Note-se que para realizar este cálculo, o INE usou, em abril de 2021, uma amostra de 28.000 avaliações bancárias – mais 29,6% do que no mesmo período do ano anterior.

Quanto à tipologia, o valor mediano dos apartamentos apurado pelas instituições bancárias também aumentou face ao período homólogo – em concreto, subiu 8,6%, tendo atingido os 1.314 euros/m2. “O valor mais elevado foi observado na Área Metropolitana de Lisboa (1.582 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (853 euros/m2)”, indica a publicação. Para este salto, foi o Norte que mais contribuiu já que “apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (9,1%)”. Já o Alentejo volta a registar a única descida (-0,6%), aponta o INE. Comparativamente a março, o valor de avaliação subiu 1,1%, tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado a maior subida (3,3%) e o Alentejo a única diminuição (-2,0%).

O valor mediano das moradias avaliadas pelos bancos também não ficou atrás, apresentando um aumento homólogo de 6,5% e atingindo, assim, os 1.000 euros/m2. “Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.621 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.581 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (820 euros/m2)”, explica o INE. Ao contrário dos casos anteriores, nas moradias foi o Alentejo que apresentou o maior crescimento homólogo – de 12,6%. Já a menor evolução foi registada no Algarve (1,2%). Quando comparado com os números de março de 2021, a Área Metropolitana de Lisboa apresentou o maior aumento (1,9%), e a maior descida aconteceu no Algarve (-1,4%).

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de abril, foram consideradas, em concreto, 28.132 avaliações bancárias, o que representa uma evolução de 29,6% face ao mesmo período do ano anterior. Destas, 17.719 foram de apartamentos e 10.413 de moradias. Em comparação com o mês de março, realizaram-se mais 2.183 avaliações bancárias, o que corresponde a uma subida de 8,4%, refere ainda.