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Procura por crédito à habitação regista ligeiro aumento em 2021

Créditos às empresas estiveram ligeiramente mais restritos entre abril e junho de 2021 que no trimestre homólogo, diz BdP.

Aumento da procura por crédito à habitação
Imagem de Tumisu por Pixabay
Autor: Redação

Comprar casa não deixou de ser uma opção mesmo em tempos de pandemia. Num momento em que os empréstimos para comprar casa estão mais baratos que nunca, a procura por créditos à habitação registou um aumento, ainda que ligeiro, entre abril e junho de 2021 face ao período homólogo, revela o Banco de Portugal (BdP).

No Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, o BdP refere que houve um “aumento ligeiro no crédito à habitação” entre o segundo trimestre de 2021 e o período homólogo. E isto deve-se a pelo menos dois fatores: a “confiança dos consumidores e o nível das taxas de juro contribuíram ligeiramente para o aumento da procura de crédito”, lê-se no documento publicado esta terça-feira, dia 21 de junho 2021.

A manutenção dos termos e condições de acesso aos créditos a particulares também podem ter ajudado. O BdP registou apenas uma “ligeira redução dos spreads aplicados nos empréstimos de risco médio concedidos a particulares para habitação”. No que diz respeito ao crédito à habitação, “a perceção de riscos e as pressões exercidas pela concorrência contribuíram para a diminuição dos spreads nos empréstimos de risco médio”, revela ainda.

Créditos às empresas mais restritos
Imagem de Ronald Carreño por Pixabay

Créditos às empresas estão ‘ligeiramente mais restritos’

Já no que diz respeito à concessão de créditos às empresas houve registo de um ligeiro aumento das restrições dos bancos. O BdP refere na publicação que houve “um aumento muito ligeiro da restritividade no crédito a empresas, transversal ao tipo de empresa e à maturidade do empréstimo”. Estas restrições estão visíveis nas garantias exigidas, nas comissões e outros encargos e no “ligeiro aumento dos spreads” aplicados nos empréstimos de maior risco concedidos a grandes empresas, diz o documento. E isto acontece porque os bancos têm a “perceção de riscos e a tolerância aos riscos, sobretudo em empréstimos de maior risco”, lê-se no documento.

No que diz respeito à procura por este tipo de crédito, o regulador refere que há uma “avaliação muito heterogénea por parte dos bancos resultando, em média, numa ligeira diminuição da procura, em particular por empréstimos de curto prazo”. E porquê? Com a economia a retomar, houve uma “redução das necessidades de financiamento de fusões/aquisições e restruturação empresarial e, em menor grau, das necessidades de financiamento de investimento e de refinanciamento/reestruturação e renegociação da dívida”.