A descida das taxas de juro, a confiança dos consumidores e o regime fiscal (como a isenção de IMT para jovens) está a dar um novo ânimo à procura por crédito habitação em Portugal, que cresceu no final de 2024.
Há cada vez mais casas a serem avaliadas pelos bancos, com vista a aceder ao crédito habitação. E também por valores cada vez mais elevados. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que o valor mediano da avaliação bancária na habitação aumentou para 1.747 euros por metro quadrado (euros/m2) em dezembro, mais 13,7% face ao período homólogo. Este é mesmo o maior valor de que há registo.
A garantia que o Estado presta no crédito habitação depende do valor financiado pelo banco, sendo atribuído o máximo de 15% apenas quando é financiado o total da transação, segundo a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).
Há cada vez mais jovens a procurar casas para comprar com os novos apoios públicos anunciados, desde a isenção de IMT e Imposto de Selo (IS) à garantia pública.
As recentes descidas da Euribor e a contratação de taxas mistas mais acessíveis têm contribuído para a diminuição dos juros nos contratos de crédito habitação em Portugal. E em dezembro voltou a registar-se este decréscimo das taxas para 4,091%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta trajetória é ainda mais notória nos novos empréstimos da casa, com os juros a cair para 3,349% no último mês do ano passado.
As ofertas de crédito habitação a taxa mista continuam a chegar ao mercado hipotecário português, respondendo à alta procura das famílias por este tipo de empréstimo.
Os cinco maiores bancos a operar em Portugal – Santander, Caixa Geral de Depósitos (CGD), BPI, Novo Banco e BCP – já receberam mais de 2.800 pedidos de crédito habitação ao abrigo da garantia pública para apoiar jovens a comprar a primeira casa. De recordar que foram 18 as instituições bancárias que aderiram à medida, pelo que o número tende a ser mais elevado.
Os bancos já têm milhares de pedidos de clientes jovens para crédito à habitação com garantia do Estado, mas ainda são poucos os concedidos, pois o regime só está operacional desde início do ano.Informações obtidas pela Lusa junto dos principais bancos indicam que já há pelo menos 1.300 pedidos entr
O critério da taxa de esforço está a impedir alguns jovens de usar a garantia do Estado para comprar casa e há bancos que aumentam o 'spread' quando o empréstimo é com garantia, disseram à Lusa profissionais do setor.Dirigida a jovens entre os 18 e 35 anos de idade, a garantia pública, que ficou ope
O rácio de crédito malparado deverá continuar a aumentar em 2025, ainda que de forma tímida, na União Europeia (UE) de acordo com uma análise divulgada esta quarta-feira (15 de janeiro de 2025) pela Morningstar DBRS.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) recebeu 800 pedidos de clientes para créditos habitação com garantia pública, disse o banco público esta terça-feira (14 de janeiro de 2025) no Parlamento. Esta informação foi dada, na Comissão de Orçamento e Finanças, pelo administrador José João Guilherme, que recordou que a CGD tem uma quota de 257 milhões de euros disponível para a garantia pública no crédito habitação a jovens até 35 anos.
Há três anos, o Parlamento aprovou a lei do direito ao esquecimento, para facilitar o acesso ao crédito habitação e seguros a pessoas que superaram doenças graves. Mas o regulamento desta lei ainda não viu a luz do dia, dificultando a sua aplicação prática.
A taxa de referência para bonificações em créditos habitação para pessoas portadoras de deficiência vai descer para 3,175% no primeiro semestre de 2025, de acordo com o aviso publicado esta quarta-feira, 8 de janeiro de 2025, em Diário da República pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).
Em novembro de 2024, o montante de novos contratos de empréstimos à habitação ascendeu a 1.667 milhões de euros, segundo dados divulgados esta terça-feira (7 de janeiro de 2025) pelo Banco de Portugal (BdP). Trata-se de uma descida mensal de apenas cerca de 10 milhões de euros, sendo, no entanto, o segundo valor mais elevado desde dezembro de 2014. Um aumento que se deve, em parte, às medidas implementadas pelo Governo de apoio aos jovens, relativas à isenção de Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis (IMT) e de Imposto do Selo (IS) na compra da primeira habitação própria e permanente.
O alargamento para este ano da proibição da cobrança de comissão por reembolso antecipado de crédito habitação a taxa variável foi publicado em Diário da República, entrando em vigor esta terça-feira, dia 7 de janeiro de 2025.
Depois de ter subido ligeiramente perante o agravamento das prestações da casa por via dos juros, o incumprimento no crédito habitação em Portugal ficou estagnado até ao verão de 2024, altura em que as taxas Euribor já estavam a cair de forma mais expressiva, revelam os dados do Banco de Portugal (B
Os bancos já estão a agendar as primeiras escrituras para a compra de casa ao abrigo da garantia pública do Estado no crédito habitação, devendo os primeiros contratos ser celebrados ainda em janeiro. O interesse por parte dos jovens – os interessados têm de ter até 35 anos, sendo este um dos requisitos – parece estar a ser elevado, havendo muita procura nestes primeiros dias de comercialização.
Os analistas do Bankinter atualizaram as suas previsões sobre o comportamento da Euribor nos próximos dois anos. Os cálculos sugerem que o indexante diminuirá nos próximos meses até aproximar-se dos 2,1%, face aos atuais 2,43%, e que se manterá estável a esse nível pelo menos até ao final de 2026. Por isso, esperam novas reduções nos pagamentos de prestações, embora sejam cada vez mais moderadas.
A garantia pública no crédito habitação para jovens já está operacional. E apenas alguns dias depois de ter disponibilizado esta medida, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) já diz sentir uma “elevada” procura por jovens que querem comprar casa com financiamento bancário a 100%.
O montante total de crédito habitação em Portugal está a aumentar há dez meses, tendo-se fixando em 101,9 mil milhões de euros em novembro. Os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta quinta-feira refletem a maior contratação de novos empréstimos da casa com a redução dos juros e isenção de IMT para jovens.
As famílias que tencionam comprar casa com crédito habitação a taxa variável pagam hoje cerca de menos 100 euros de prestação do que há um ano. Tudo porque as taxas mensais da Euribor deixaram o patamar dos 4% tendo caído para menos de 3% em dezembro de 2024. Descobre como variaram os juros e as prestações da casa no último ano com as simulações do idealista/créditohabitação.