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Contribuintes gastaram 14,6 milhões para salvar bancos

Timon Studler/Unsplash
Timon Studler/Unsplash
Autor: Redação

A fatura é de milhões, mas não ficará por aqui. Números do Tribunal de Contas (TdC) revelaram que entre 2008 e 2016 os contribuintes gastaram cerca de 14,6 milhões de euros para salvar a banca. A maior ameaça? O BNP, que deve muito dinheiro à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Só em juros, escreve o Diário de Notícias, terão sido desembolsados 1,8 mil milhões de euros. De acordo os dados, e em termos brutos, em nove anos o Estado já gastou 20,8 mil milhões de euros (11% do PIB) em despesas de capital e correntes. Recuperou 6,2 mil milhões de euros (3% do PIB), mas nestes anos as únicas duas operações que deram dinheiro até agora foram as ajudas ao BCP (receita líquida de 211,4 milhões de euros) e ao BPI (167,5 milhões).

Resultado? Mais encargos para os contribuintes, cujas ajudas ascendem a mais de 14 milhões, o equivalente a 8% do PIB, e a quase seis vezes o valor do défice estimado para este ano. O ano de 2016, avança a publicação, foi o único em que não foi preciso apoiar bancos. Basta recordar que, depois do BNP e BPP, faliram em 2014 o BES e em 2015 o Banif. Entretanto, e já este ano, a CGD recebeu uma enorme injeção de capital, mas como foi financiada com dívida, o défice deverá ficar a salvo.

De todos os bancos analisados, há um a destacar-se, nomeadamente o BNP, que já custou 3,7 milhões de euros aos contribuintes. Em 2016 caiu nova fatura, desta vez de 455 milhões. Há outros bancos falidos, ainda assim, que entram nas contas. O Orçamento de Estado para 2018 (OE2018) contempla a dotação para os veículos BPN no valor 641 milhões, mais 372 milhões para quatro veículos do Banif e outros 3,6 milhões para o antigo BES, um valor total que supera mais de 1.000 milhões de euros.