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BCE vai reduzir estímulos monetários para metade

Mário Draghi, presidente do BCE / Gtres
Mário Draghi, presidente do BCE / Gtres
Autor: Redação

O Banco Central Europeu (BCE) vai reduzir para metade as compras mensais de dívida. Quer isto dizer que em vez dos 60 mil milhões de euros mensais, a autoridade monetária vai passar a comprar obrigações dos governos da zona euro numa base mensal de 30 mil milhões, até setembro.

O objetivo do BCE, escreve a Lusa, é o de dar mais dinamismo à economia e à circulação do crédito, elevando a inflação para níveis próximos de 2%, algo que o banco central não tem conseguido. Segundo o economista chefe do Montepio Geral, Rui Bernardes Serra, o lançamento do programa de compra de dívida visou baixar as taxas de juro de longo prazo da dívida pública, de modo a fomentar a atividade económica e, dessa forma, fazer subir a inflação para o objetivo de 2%.

"Perante os sucessivos sinais de fortalecimento da atividade económica, tornou-se importante começar a reduzir os estímulos, sendo expectável que as taxas de juro da dívida dos diversos países da zona euro possam subir, mas de uma forma moderada", explicou o responsável, em declarações à agência de notícias.

No caso de Portugal, disse Rui Bernardes Serra, a subida deverá ser inferior à que se estima para a Alemanha (onde as taxas estão excessivamente baixas).