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Draghi despede-se do BCE após 8 cortes na taxa de juro de referência da Zona Euro em... 8 anos

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Autor: Redação

A herança deixada por Mario Draghi à frente do Banco Central Europeu (BCE) é pesada, sobretudo para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. O italiano, que será substituído no cargo pela francesa Christine Lagarde, fez oito cortes na taxa de juro de referência da Zona Euro em oito anos. Estava nos 1,5% em 2011 e está, desde março de 2016, nos 0%. 

As contas são fáceis de fazer: na primeira reunião de política monetária que comandou, em novembro de 2011, Draghi baixou a taxa de juro de referência da Zona Euro dos 1,5% para 1,25%. Seguiu-se novo corte, desta vez para os 1%, e assum foi por mais seis vezes, até chegar aos 0%, o que aconteceu em março de 2016, nível em que se encontra atualmente.

A boa notícia, para quem tinha crédito à habitação, é que enquanto baixava as taxas de juro de referência, as Euribor seguiam a tendência. De tal forma que quando o BCE fixou os juros nos 0%, já os indexantes usados no grosso dos empréstimos da casa dos portugueses estavam em terreno negativo, escreve o ECO, salientando que este foi um cenário nunca antes visto.

A verdade é que graças às sucessivas revisões em baixa dos juros de referência, os portugueses pouparam muito dinheiro na mensalidade a pagar ao banco pelo financiamento da compra de casa. Quando Mario Draghi assumiu os destinos do BCE, em novembro de 2011, mais de 40% (41,5%, em média) do valor da prestação da casa que as famílias pagavam ao banco correspondia unicamente a juros. Hoje, na despedida do italiano de Frankfurt, os juros correspondem, em média, a apenas 19% do valor da prestação, conclui a publicação.