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PIB caiu menos que o estimado pelo INE: economia recuou (afinal) 16,3% em plena pandemia

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Autor: Redação

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu esta sexta-feira (14 de agosto de 2020) a queda do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, melhorando a sua anterior estimativa em duas décimas em termos homólogos e em cadeia, para 16,3% e 13,9%, respetivamente.

“Refletindo o impacto económico da pandemia, o PIB registou uma forte contração em termos reais no segundo trimestre de 2020, tendo diminuído 16,3% em termos homólogos, após a redução de 2,3% no trimestre anterior. Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo (-11,9%) da procura interna para a variação homóloga do PIB, consideravelmente mais acentuado que o observado no trimestre anterior (-1,2%), refletindo a expressiva contração do Consumo Privado e do Investimento. O contributo da procura externa líquida foi mais negativo no segundo trimestre (-4,4%), traduzindo a diminuição mais significativa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços, devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes”, lê-se na estimativa rápida divulgada pelo INE, que atualiza a feita dia 31 de julho, que apontava para uma queda de 16,5%.

No que diz respeito à comparação em cadeia, ou seja, face ao primeiro trimestre de 2020, o PIB diminuiu 13,9% (variação em cadeia de -3,8% no trimestre anterior), tendo as estimativas da quebra sido também melhoradas em duas décimas: a queda inicial apontava para uma queda de 14,1%.

“Este resultado é também explicado principalmente pelo contributo negativo (-10,7%) da procura interna para a variação em cadeia do PIB, verificando-se também um maior contributo negativo da procura externa líquida (-3,2%).