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Défice do segundo trimestre (10,5%) é o maior desde a resolução do BES, em 2014

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Autor: Redação

No primeiro semestre de 2020, o défice ficou nos 5,4% do PIB, mas esta é uma “média” – entre janeiro e junho – com dois períodos muito diferentes: no primeiro trimestre, que foi parcialmente afetado pela pandemia da Covid-19, o défice foi de 1,1% enquanto no segundo trimestre, completamente afetado pela crise, o défice foi de 10,5% do PIB, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do maior défice num trimestre desde a resolução do BES, no terceiro trimestre de 2014, a qual levou o saldo orçamental para os -16%.

Segundo as contas do ECO, que se apoia nos dados divulgados pelo INE, o défice de 10,5% do PIB no segundo trimestre de 2020 é o maior desde o terceiro trimestre de 2014, período marcado pela resolução do BES, que implicou uma injeção de 3,9 mil milhões de euros por parte do Estado. Entre julho e setembro de 2014, o défice foi de 16%, o maior da série histórica do INE que arranca em 1999.