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Portugueses mais disponíveis para poupar: 75% tem esse hábito

Frequência com que poupam é mais esporádica: 50% diz que guarda dinheiro sempre que possível e/ou sempre que sobra dinheiro, mais 39% que em 2019.

Michael Longmire on Unsplash
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Autor: Redação

Os portugueses estão a poupar mais em tempos de pandemia da Covid-19? Sim, mas a frequência com que o fazem é mais esporádica. Os mais recentes dados do Observador Cetelem, conhecidos em vésperas do Dia Mundial da Poupança e da Literacia Financeira, que se assinala este sábado (31 de outubro de 2020), mostram que 75% dos portugueses tem por hábito poupar, mais 28% que no ano passado (47%).

“No entanto, apesar de os portugueses estarem a poupar mais, a frequência com que o fazem é mais esporádica, com metade dos inquiridos [1.000 pessoas residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 74 anos] a afirmar que poupa sempre que possível e/ou sempre que sobra dinheiro (uma subida de 39% face a 2019). Já 15% diz que o faz com regularidade mensal, uma diminuição de 7% face ao ano anterior, e 9% poupam de forma pontual com recurso a subsídios e/ou prémios (menos 5%)”, conclui o inquérito.

Segundo o mesmo, para poupar, os portugueses estão a aumentar vários hábitos, como por exemplo procurar mais promoções (83%). Um valor muito superior (+52%) quando comparado com o registado no ano passado. Paralelamente, aumentou o número de pessoas que diz ter usado cupões e cartões de fidelização (50%). Há ainda mais portugueses a tomar o pequeno almoço em casa (46% em 2020 e 19% em 2019), a levar almoço para o local de trabalho (33% em 2020 e 18% em 2019) e a “andar” de transportes públicos (19% em 2020 e 8% em 2019).

De referir ainda que os portugueses que estão mais atentos às promoções têm entre 45 e 54 anos (90%) e entre 55 e 64 anos (87%). Já os mais jovens são os que optam mais pelos transportes públicos (29%) e, de todas as faixas etárias, são os que menos poupam.

Relativamente à preparação e planeamento do futuro, apenas 37% dos portugueses dizem preparar-se para a reforma, menos 2% que há um ano. “Para se prepararem utilizam diversas estratégias, mas as contas a prazo continuam a ser o método de poupança preferido dos portugueses (17%, menos 1% que em 2019). Seguem-se os planos de poupança reforma, que têm vindo a ganhar importância (11%, mais 3% que em 2019). Por outro lado, o tradicional mealheiro tem sido substituído por outras opções (5%, menos 2% que em 2019)”, conclui o inquérito.

Mais portugueses revêm regularmente o orçamento familiar

Os resultados do inquérito do Observador Cetelem permitem ainda concluir que 66% dos portugueses organizam a sua vida financeira revendo regularmente o orçamento familiar, o que representa um crescimento de 14% em comparação com 2019.

“Cerca de 33% dos portugueses fá-lo mensalmente, 9% diariamente e 5% semanalmente. Já 15% dos inquiridos revê o seu orçamento sem regularidade. Os inquiridos entre os 25 e os 34 anos (40%) e os residentes na região Centro (52%) são os que revelam um maior hábito de rever mensalmente o orçamento”, aponta o estudo.

Os dados do inquérito dão ainda conta que o peso das despesas mensais fixas aumentou, representando entre 25% a 50% do orçamento para mais de metade dos inquiridos (57%). Já as despesas diárias representam menos de 25% para metade dos inquiridos. De referir que os valores referentes às despesas fixas têm maior peso junto dos inquiridos entre os 35 e os 64 anos (65%) e residentes no Grande Porto (68%).

“A grande maioria dos portugueses (89%) tem conhecimento do valor do rendimento mensal do agregado familiar. Destes, 35% sabe o valor com exatidão, mais 6% em relação a 2019. Já a percentagem de inquiridos que diz saber o valor aproximado (54%) parece ter diminuído face a 2019 (59%). No que respeita às despesas mensais, 26% não sabem este valor com exatidão (mais 6%) e a percentagem dos que sabem o valor aproximado desceu ligeiramente (de 67% para 63%). São 11% os portugueses que afirmam desconhecer quer os rendimentos quer as despesas, menos 2% que no ano passado”, conclui o inquérito.