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Famílias estão a poupar mais na pandemia

Este resultado resulta de um aumento nas remunerações a par de uma ligeira redução do consumo final.

INE
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Autor: Redação

A taxa da poupança das famílias aumentou para 7,4% do rendimento disponível no primeiro trimestre de 2020, mais 0,6% que no trimestre anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira (24 de junho). A subida deve-se a uma redução do consumo e a um aumento do rendimento.

“A capacidade de financiamento das famílias aumentou 0,5 p.p., para 2,1% do PIB no ano acabado no primeiro trimestre de 2020 e a taxa de poupança aumentou para 7,4% (6,8% no trimestre anterior). Este resultado reflete sobretudo dois efeitos: o aumento de 0,9% das remunerações e a ligeira redução do consumo final. Considerando valores trimestrais efetivos e não valores anuais terminados no trimestre, a taxa de poupança das famílias aumentou 2,9 p.p. no primeiro trimestre de 2020 face a igual período do ano anterior”, lê-se no site do INE.

INE
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Segundo o instituto, os dados em causa “são muito influenciados por efeitos de natureza sazonal, pelo que habitualmente se privilegia a análise de valores anuais terminados no trimestre de referência”. “No caso específico do setor institucional das famílias, os pagamentos dos subsídios de férias (que podem ocorrer no segundo ou no terceiro trimestre) e dos subsídios de Natal (geralmente no quatro trimestre) determinam fortemente o comportamento da taxa de poupança. Por esta razão, a taxa de poupança no primeiro trimestre de cada ano é a mais baixa (até mesmo negativa)”, conclui o INE.

Não foi isso que aconteceu, no entanto, nos primeiros três meses deste ano, já que a taxa de poupança – abrangendo o mês de março, quando começaram a ser detetados casos positivos de Covid-19 – subiu para 7,4%, mais 0,6% que no trimestre anterior (6,8%). De acordo com o Jornal de Negócios, é preciso recuar a 2014 para encontrar uma taxa de poupança superior à registada agora. No terceiro trimestre desse ano, e influenciada pelos subsídios de férias pagos, a taxa de poupança das famílias estava nos 7,7%.

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