Marcelo marca eleições presidenciais para 18 de janeiro: eis os candidatos

Marcação cumpre os prazos constitucionais e legais, garantindo a normalidade do processo eleitoral e a possibilidade de uma eventual 2ª volta.
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Getty images

Marcelo Rebelo de Sousa marcou oficialmente para domingo, 18 de janeiro de 2026, a realização das eleições presidenciais. A decisão foi publicada no Diário da República e confirmada no site oficial da Presidência da República. O Presidente da República já tinha dito vários vezes que estava inclinado para marcar as eleições presidenciais para esta data.

"Nos termos previstos na Constituição e na Lei Eleitoral, o Presidente da República assinou o Decreto que fixa as eleições presidenciais para domingo 18 de janeiro de 2026, o qual seguiu para publicação no Diário da República." lê-se na nota.

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A marcação da data cumpre os prazos constitucionais e legais, garantindo a normalidade do processo eleitoral e a possibilidade de realização de uma eventual segunda volta, caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos no dia da primeira volta. O período oficial de candidaturas será definido nos termos legais, permitindo a apresentação de listas e validação junto da Constituição e da Lei Eleitoral.

Segundo o Diário da República, o chefe de Estado "marca a data das eleições dos deputados à Assembleia da República com a antecedência mínima de 60 dias ou, em caso de dissolução, com a antecedência mínima de 55 dias".

Marcelo explicou que a escolha da data visa evitar que o prazo final para apresentação de candidaturas coincida com o período do Natal e que uma eventual segunda volta recaia no domingo de Carnaval, situação que ocorreria se as eleições se realizassem a 25 de janeiro, data que tinha considerado no início do ano.

Com as eleições presidenciais agendadas para 18 de janeiro, a segunda volta está prevista para 8 de fevereiro, cumprindo a lei que determina que esta se realiza três semanas depois, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, excluindo os votos em branco. Segundo a legislação, a segunda volta ocorre "no 21º dia posterior ao primeiro", entre os dois candidatos mais votados.

Quem são os candidatos à presidência confirmados?

Apresentamos os candidatos oficialmente confirmados para as eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026. A lista inclui figuras de diferentes áreas políticas, militares e independentes.

Henrique Gouveia e Melo

Henrique Gouveia e Melo
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Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo nasceu em Quelimane, Moçambique, a 21 de novembro de 1960 e ingressou na Escola Naval em 1979. Durante a carreira militar, destacou‑se na Esquadrilha de Submarinos, comandando unidades como os submarinos NRP Delfim e NRP Barracuda, e mais tarde a fragata NRP Vasco da Gama, acumulando uma vasta experiência operacional.

Gouveia e Melo ganhou grande visibilidade nacional ao liderar, em 2021, a Task Force para o plano de vacinação contra a Covid‑19 em Portugal, missão na qual utilizou o seu perfil militar de comando e logística para organizar uma das campanhas de imunização mais rápidas da Europa.

André Ventura

André Ventura
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André Ventura é deputado e líder do partido Chega, que fundou em 2019. Ganhou visibilidade pública e mediática por recorrer a discursos fortes sobre imigração, segurança e “ordem no país”.

Na corrida às presidenciais de 2026, Ventura formalizou a candidatura ao cargo de Presidente da República, depois de ter ficado em terceiro lugar nas eleições de 2021 com cerca de 11,9 % dos votos.

Luís Marques Mendes

Luís Marques Mendes
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Luís Marques Mendes nasceu em Azurém (Guimarães) a 5 de setembro de 1957 e licenciou‑se em Direito pela Universidade de Coimbra. Iniciou a carreira política muito cedo, tendo sido vice‑presidente da câmara de Fafe ainda antes de completar 20 anos, e integrou vários governos durante a década de 1980 e 1990, onde desempenhou cargos como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e ministro adjunto do primeiro‑,inistro.

Mais tarde, Marques Mendes foi presidente do Partido Social Democrata (PSD), entre abril de 2005 e outubro de 2007. Fora da política ativa, tem desenvolvido atividade como advogado e comentador político, e assumiu papéis de consultoria estratégica em instituições privadas.

António José Seguro

António José Seguro
SIC, CC BY 3.0 Creative commons

António José Martins Seguro nasceu em Penamacor a 11 de março de 1962 e licenciou‑se em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa, tendo posteriormente realizado um mestrado em Ciência Política no ISCTE‑IUL.

Iniciou a carreira política jovem, integrando as juventudes socialistas e assumindo cargos governativos como secretário de Estado da Juventude e ministro‑adjunto do primeiro‑ministro no governo de António Guterres. Mais tarde, foi deputado no Parlamento Europeu (1999‑2001) e em 2011 tornou‑se secretário‑geral do Partido Socialista (PS), cargo que exerceu até 2014.

António Filipe

António Filipe
Nunosfranco, CC0 1.0 Creative commons

António Filipe Gaião Rodrigues nasceu em Lisboa a 28 de janeiro de 1963 e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa. Complementou a formação com um mestrado em Ciência Política, Cidadania e Governação pela Universidade Lusófona e um doutoramento em Direito Constitucional pela Universidade de Leiden, nos Países Baixos.

Deputado desde 1989 pelo Partido Comunista Português nas listas da CDU, António Filipe exerceu funções de relevo como vice-presidente da Assembleia da República em várias legislaturas (IX, X, XII e XIV) e desempenhou também atividade docente universitária, tendo publicado diversos estudos sobre direito constitucional, autarquias e ciência política.

Catarina Martins

Catarina Martins
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Catarina Soares Martins nasceu no Porto a 7 de setembro de 1973. Iniciou os estudos em Direito na Universidade de Coimbra, mas viria a licenciar-se em Línguas e Literaturas Modernas, obtendo depois um mestrado em Linguística.

Em 2009, foi eleita deputada à Assembleia da República pelo distrito do Porto nas listas do Bloco de Esquerda (BE) e, em novembro de 2012, assumiu a liderança do partido, função que exerceu até maio de 2023. Posteriormente, em 2024, Catarina Martins foi eleita para o Parlamento Europeu, marcando a transição para o plano europeu.

João Cotrim de Figueiredo

João Cotrim de Figueiredo
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João Fernando Cotrim de Figueiredo nasceu em Lisboa a 24 de junho de 1961. Licenciou-se em Economia na London School of Economics e completou um MBA em Administração, Negócios e Marketing na Universidade Nova de Lisboa.

Antes de entrar para a política, desenvolveu uma carreira empresarial e de gestão, tendo exercido funções de administração em empresas como a Compal e a Nutricafés, e mais tarde foi dirigente na televisão e no setor do turismo.

Na esfera política, Cotrim de Figueiredo integrou o partido Iniciativa Liberal, tendo sido eleito deputado à Assembleia da República em 2019 e reeleito em 2022. Em 2024, tornou-se eurodeputado pelo mesmo partido, integrando o grupo Renew Europe, onde assume papel de vice-presidente. 

Jorge Pinto

Jorge Pinto
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Eduardo Jorge Costa Pinto nasceu em Amarante, a 20 de abril de 1987, e licenciou-se em Engenharia do Ambiente, tendo posteriormente doutorado em Filosofia Social e Política. Desde cedo envolvido no ativismo ecológico e no pensamento filosófico sobre sustentabilidade, foi um dos fundadores do partido LIVRE e integra-o desde 2014, tendo exercido funções no Grupo de Contacto e na Assembleia do partido.

Como deputado da Assembleia da República pelo círculo do Porto, Jorge Pinto aposta numa plataforma que une ecologia, liberdade e justiça social, defendendo modelos de desenvolvimento alternativos à economia tradicional.

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