Os preços dos combustíveis vão voltar a descer em Portugal a partir desta segunda-feira (20 de abril de 2026). As estimativas apontam para que os preços baixem cerca de 13 cêntimos por litro no caso do gasóleo simples e três cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo 95. Entretanto, menos de 24 horas depois de reabrir o estreito de Ormuz, o Irão voltou a encerrar esta via marítima à navegação, em resposta ao bloqueio naval dos EUA. Mantendo-se este cenário, os preços podem voltar a aumentar.
Segundo o Público, será a segunda semana consecutiva de descida de preços, sendo aquela em que a redução posta em prática será mais acentuada, o suficiente para que o litro de gasóleo volte a baixar, ao fim de um mês, a barreira dos dois euros.
Tendo em conta que, de acordo com os dados compilados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), os preços médios praticados nos postos de abastecimento de Portugal Continental eram de 2,08 euros por litro no gasóleo simples e de 1,91 euros por litro na gasolina, os novos preços dos dois produtos deverão baixar em média para níveis próximos de 1,95 euros e 1,88 euros, respetivamente, escreve a publicação, salientando que a descida de preços acumulada ainda fica ainda longe de trazer os preços dos combustíveis para os níveis que se registavam antes do conflito que opõe EUA e Israel ao Irão.
Estreito de Ormuz aberto e... estreito de Ormuz fechado
Entretanto, menos 24 horas depois de reabrir o estreito de Ormuz, o Irão voltou a encerrar esta via marítima à navegação, em resposta ao bloqueio naval dos EUA. Um cenário que, a manter-se, deixa antever a possibilidade de haver novos aumentos nos preços dos combustíveis.
O exército iraniano anunciou sábado (18 de abril de 2026) que vai repor as restrições ao trânsito no Estreito de Ormuz, acusando os EUA de violarem os termos do acordo de cessar-fogo alcançado em 8 de abril, de acordo com a Lusa.
Em comunicado, os militares explicaram que, apesar de terem concordado "de boa-fé" e "seguindo acordos prévios alcançados em negociações" em "permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios mercantes pelo estreito", os norte-americanos "continuam a praticar atos de pirataria e banditismo sob o pretexto de um alegado bloqueio".
Assim, o exército iraniano anunciou que o controlo do estreito está a regressar "ao seu estado anterior", o que prática significa regressar “à estrita administração e controlo das forças armadas". O Estreito de Ormuz, recorde-se, tinha sido reaberto na sexta-feira.
"Até que os EUA cessem a total liberdade de circulação de navios entre o Irão e o Irão, a situação no Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlada e no seu estado anterior", acrescentou o exército, num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB.
Já num comunicado recebido pela agência Tasnim, o comissário-geral dos portos da região central de Ormuz, Ebrahim Zolfagari, acrescentou que “o controlo do leste de Ormuz manterá o seu estatuto anterior, tratando-se de uma rota estratégica sob estrita gestão e controlo pelas Forças Armadas”.
*Com Lusa
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