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Auditorias forenses a bancos passam a ser regulares

Autor: Redação

Carlos Costa anunciou no Parlamento que, além do BES, existiam mais três auditorias forenses em curso a bancos. Uma já é conhecida, o Montepio Geral. Trata-se de uma situação que passará a ser regular, porque o governador do Banco de Portugal (BdP) considera que não é necessária a existência de indícios criminais ou fraudulentos, como sucedeu no BES, para a entidade desencadear esse processo.

Segundo o Diário Económico, que avança com este cenário, em 2011, na sequência do "Programa Especial de Inspeções (SIP)", Carlos Costa decidiu incluir, no quadro da supervisão regular do sistema bancário, auditorias periódicas e transversais sobre a carteira global de crédito ou sobre classes de ativos mais expostas aos desenvolvimentos macroeconómicos ou de mercado.

Trata-se de uma espécie de avaliação do crédito concedido a clientes que, potencialmente, podem entrar em incumprimento, em particular a análise das garantias que estão a “segurar” esses financiamentos. Ou a falta delas. O BdP, é sabido, identificou 12 grupos empresariais que estavam com níveis elevados de exposição ao BES e passou a pente fino as condições desses contratos. 

No Parlamento, Carlos Costa anunciou que, além do BES, existiam mais três auditorias forenses em curso. Mas o que são, afinal, estas auditorias? De acordo com a publicação, são realizadas por equipas multidisciplinares de auditores e juristas e estão mais focadas na avaliação das práticas de governo interno de uma determinada instituição.