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Investidores estrangeiros voltam a ser a tábua de salvação do setor - resumo 2015

Gtres
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Autor: Redação

O investimento estrangeiro tem sido como um balão de oxigénio para o setor imobiliário português, que parece estar agora em franca recuperação, após alguns anos de crise profunda. Ingleses, americanos, chineses e, mais recentemente, franceses são os estrangeiros que mais têm investido no país.

Logo nos primeiros cinco meses do ano, o investimento imobiliário português atingiu um máximo histórico, registando transações de 800 milhões de euros, a maioria ativos comprados por estrangeiros.

O turismo foi este ano uma das portas de entrada mais representativas do investimento no imobiliário, nomeadamente, por via do regime dos residentes não habituais, tal como defendeu, em entrevista ao idealista/news, o ex-secretário de Estado, Adolfo Mesquita Nunes, conhecido como o "pai" do alojamento local em Portugal.

As casas de luxo continuam no radar dos investidores (também nacionais). E isso mesmo está a refletir-se na retoma de investimentos empresariais na área do turismo residencial, sendo que Tróia e Algarve são as regiões que concentram os principais projetos. 

Os franceses, que investem no segmento residencial no mercado português para terem benefícios fiscais no seu país, vieram em parte ocupar um espaço tem vindo a ser deixado pelos chineses, devido ao escândalo dos vistos gold, mas também da crise que estalou na China, com efeitos internacionais. Os ingleses continuam em força.

Mas o interesse por Portugal é, em geral, por todos os segmentos de mercado, com compras de hóteis, centros comerciais, lojas, ativos logísticos ou centros de escritórios, além do negócio residencial

Por exemplo, os tailandeses da Minor vieram comprar os hotéis Tivoli, os americanos da Lone Star o resort de Vilamoura e o fundo Eurofunds comprou o Dolce Vita Tejo à Chamartin e já reforçou o investimento. 

No setor comercial, o máximo histórico de 25 anos foi atingido em outubro, em termos de volume de capital, com 1,36 mil milhões de euros transacionados. 

Lisboa está, mesmo, entre os 25 destinos preferidos pelos retalhistas internacionais para a abertura de lojas no espaço europeu. 

Mas não há apenas investidores estrangeiros a movimentarem-se em Portugal. Cada vez mais são conhecidos negócios levados a cabo por investidores nacionais, como é o caso recente da compra do Palácio das Belas Artes, na capital para reabilitação.

Infelizmente, nem tudo corre sempre bem. Prova disso, são os ex-terrenos da Feira Popular de Lisboa, que após os rumores de terem despertado o interesse de vários investidores continuam por vender. Outro caso dossier que acabou por fracassar, foi a venda da Herdade da Comporta a um fundo americano.

Mas estes casos não preocupam os agentes do setor. Tal como diz, Eric van Leuven, managing partner da Cushman & Wakefield (C&W), que conhece o setor imobiliário nacional como poucos: "o que não se vender em 2015, vai vender-se em 2016, que também será um ano bom".