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Rendas estagnadas no preço, agitadas na cobrança - resumo 2015

Gtres
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Autor: Redação

Os portugueses continuam a preferir comprar casa para viver em vez de arrendar. Ainda assim, o mercado do arrendamento continua a mostrar dinamismo, nomeadamente numa lógica de investimento. Os proprietários, tiveram este ano, no entanto, uma grande dor de cabeça: os chamados recibos de renda eletrónicos

Com o objetivo de acabar com o arrendamento clandestino, nomeadamente através do cruzamento de dados das empresas fornecedoras de serviços, o anterior Governo criou uma nova metodologia que visa obrigar os senhorios a emitirem os recibos no Portal das Finanças. Mas a medida, que já teve vários prazos para entrar em vigor, continua sem funcionar. O novo Executivo determinou que irá arrancar no início de janeiro de 2016.

Os recibos eletrónicos geraram, durante este ano, uma onda de caos e pânico junto de inquilinos, mas sobretudo de proprietários que foram até lutar na justiça.

Criar a possibilidade de as imobiliárias emitirem os novos recibos em nome dos seus clientes no Portal das Finanças seria uma "boa forma de solucionar o problema", defendeu o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), Domingues de Azevedo, em entrevista ao idealista/news. 

Outro amargo de boca para os proprietários este ano são as expetativas de rentabilidade de negócio no próximo ano. Em 2016, os senhorios podem aumentar as rendas no próximo ano, mas a subida será quase nula, já que a taxa de inflação média (sem o efeito da habitação) em agosto foi de 0,16%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Mas se estas podem ser más notícias para quem quer ganhar dinheiro, serão, com certeza, boas novas para quem paga, sobretudo para as famílias que têm dificuldades em cumprir e acabam, até, por ser despejadas.

De uma forma ou outra, o presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU),Vítor Reis, diz que vai fazer tudo para promover o arrendamento e desincentivar os portugueses de serem proprietários.

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