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Complexo “Mundo do Vinho” vai nascer em Vila Nova de Gaia após investimento de 100 milhões

O World of Wine vai nascer onde antes funcionavam armazéns de Vinho do Porto / Observador
O World of Wine vai nascer onde antes funcionavam armazéns de Vinho do Porto / Observador
Autor: Redação

Vai nascer em Vila Nova de Gaia, nos antigos armazéns da Taylor’s, um complexo turístico, cultural e comercial, isto após um investimento total de 100 milhões de euros, 58 dos quais a cargo do BPI. O espaço – são 30.000 metros quadrados (m2) – deve abrir em junho de 2020. 

O Grupo The Fladgate Partnership, detentor das marcas Taylor’s, Croft, Fonseca e Krohn, celebrou um acordo de financiamento com o BPI tendo em vista a recuperação dos antigos armazéns de Vinho do Porto, que dará origem à criação do complexo WoW (“World of Wine”/”Mundo do Vinho”). Trata-se de um parque de experiências culturais e de lazer com forte vocação na educação vínica situado no centro histórico de Vila Nova de Gaia, revelou o BPI em comunicado. 

“O investimento global do Grupo Taylor’s para o conjunto dos diversos projetos do complexo WoW ascende a mais de 100 milhões de euros. Com abertura prevista para 2020, os projetos preveem a criação de 320 postos de trabalho. Estima-se que o WoW receberá mais de um milhão de visitas por ano quando atingir a velocidade de cruzeiro”, lê-se no documento.

O financiamento, realizado através das linhas de apoio à reabilitação urbana – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU) 2020 e JESSICA – terá um prazo máximo de 20 anos, anunciou o BPI, adiantando que é a única entidade bancária envolvida no projeto.

No WoW haverá, por exemplo, cinco museus temáticos, sobre os vinhos portugueses, a evolução dos copos de bebida, a cortiça, a história da cidade do Porto e da região norte e a indústria da moda e do design. O espaço integrará ainda uma escola de vinhos, 12 espaços de restauração e um espaço para eventos e exposições temporárias.

Recorde-se que o BPI foi um dos bancos selecionados para colocar o IFRRU 2020, cujas dotações proveem do Portugal 2020, do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB). 

“À semelhança do anterior programa JESSICA, as dotações do IFRRU são canalizadas para os projetos urbanos através de empréstimos concedidos por entidades financeiras, as quais contribuem adicionalmente com cofinanciamento. O BPI, considerando o cofinanciamento, disponibiliza uma linha de crédito IFRRU no valor total de 400 milhões de euros”, destacou o banco liderado por Pablo Forero no comunicado.