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Projeto imobiliário de Entrecampos fará nascer novo centro de negócios e habitação em Lisboa

Autor: Redação

A hasta pública da Operação Integrada de Entrecampos fez “correr muita tinta”. Ainda assim, e depois de muitos episódios, a Fidelidade Properties venceu o concurso, pagando cerca de 274 milhões de euros pelos lotes onde antes estava o parque de diversões, além de uma parcela na Avenida Álvaro Pais. Miguel Santana, administrador da Fidelidade Property Europe, não tem dúvidas que este projeto imobiliário “vai criar uma nova centralidade em Lisboa”.

A seguradora, como o idealista/news noticiou, desembolsou 238,5 milhões pelo espaço da antiga feira popular e arrematou o terreno na Avenida Álvaro País por 35,4 milhões de euros – é também naquela zona que a Fidelidade vai construir a sua nova sede. Além dos escritórios, a operação prevê a construção de 700 fogos de habitação de renda acessível na zona de Entrecampos, um parque de estacionamento público na Avenida 5 de Outubro, três creches e um jardim de infância, uma unidade de cuidados continuados e um centro de dia com valência de lar.

Miguel Santana acredita que o projeto vai criar uma “nova centralidade em Lisboa”. “A dimensão e localização deste empreendimento torna-o único em Lisboa e a nível nacional, e com características de se poder tornar um projeto de referência a nível internacional”, diz o responsável em entrevista ao Jornal Económico (edição em papel).

O administrador da Fidelidade Property Europe não tem dúvidas que dentro de cinco anos o eixo Entrecampos/Praça de Espanha vai tornar-se no novo centro de negócios e de habitação da capital. “As alterações viárias que o município anunciou e que pretende desenvolver no eixo que refere, potenciarão a tal distinção”, assegura o responsável, acrescentando que estão a ser feitos todos os esforços para assegurar que o projeto seja, também, “uma referência na sustentabilidade”.

Assim será o projeto no futuro / CML
Assim será o projeto no futuro / CML

Investimento vai continuar de forma sustentada

Miguel Santana considera que investimento imobiliário em Portugal não acontece “simplesmente porque o país está na moda”, mas que é “muito mais que isso”, dado o enorme potencial de desenvolvimento do setor. “Lisboa, comparativamente com qualquer outra capital europeia, até há muito pouco tempo oferecia investimento imobiliário com retornos elevados, que os investidores internacionais não conseguiam em qualquer outra praça”, refere ainda à mesma publicação. 

O administrador está certo que este aspeto, “aliado às condições que o país oferece, em termos fiscais, em qualidade de vida, em infraestruturas, em capacidade técnica”, vão continuar a atrair investimento internacional de forma sustentada.