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Lisboa já é um dos “global hubs” mundiais mais atrativos para investidores

Vários especialistas estiveram reunidos no ISEG para debater as “Novas tendências de investimento internacional em imóveis".

ISEG Executive Education
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Autor: Redação

As baixas taxas de juros, os fenómenos de migração e os incentivos fiscais têm provocado um aumento do investimento imobiliário, com os investidores a mostrar cada vez mais interesse no setor residencial, nomeadamente na Europa. Lisboa não escapou a este “boom” nos últimos anos e continua a apresentar oportunidades atrativas de investimento. Para Philip Wedge-Bernal da JLL, Lisboa é mesmo um dos “global hubs” do momento.

Este e outro especialistas nacionais e internacionais estiveram reunidos  na 28.ª edição do Seminário ERES, promovido pelo European Real Estate Society e pelo ISEG, no dia 25 de outubro de 2019, para debater as “Novas tendências de investimento internacional em imóveis residenciais na Europa.”

O evento contou com a participação de John Duca, vice-presidente do Banco da Reserva Federal de Dallas, por exemplo, vários elementos da JLL, Vanguard Properties, Avenue, Sonae Capital, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, da Câmara Municipal de Lisboa, e ainda da Universidade de Genebra.

Em 2018, o investimento no setor residencial no mercado europeu atingiu os 61 mil milhões de euros. O aumento da procura, da atividade turística, da escassez de ativos comerciais e dos preços levou o mercado a diversificar os seus portfólios, apostando em novos formatos e conceitos como residências universitárias, seniores e de co-living.

28ª edição do Seminário ERES / ISEG Executive Education
28ª edição do Seminário ERES / ISEG Executive Education

Joaquim Montezuma, professor do ISEG e um dos organizadores do seminário, considera que a “sincronização dos preços de habitação é mais evidente em cidades mais competitivas e com maior poder de atração de turistas, como é o caso de Lisboa”.

“O aumento dos preços criou novos riscos e desafios ao setor público e privado, que considera prioritário a criação de novos incentivos à construção de nova habitação, através da redução da taxa de IVA, por exemplo”, refere ainda o responsável, fazendo um balanço das principais conclusões que foram sendo retiradas ao longo do dia.

“O incremento da procura de habitação nas cidades turísticas e a reduzida oferta de habitação nova provocou um aumento dos preços de habitação, que, por sua vez, conduziu a problemas de acesso à habitação, incluindo para a classe média,” acrescenta ainda o professor universitário, debruçando-se sobre as preocupações e potenciais efeitos inflacionários nos mercados imobiliários residenciais locais e transformações urbanas.