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Altamira está ativa em novos negócios como o co-living - porque há procura de fundos de investimento

Eduardo Cerqueira, CEO da empresa em Portugal, diz que o mercado imobiliário está dinâmico no país e que assim continuará.

Eduardo Cerqueira (à esq.), CEO da Altamira em Portugal, durante o SIL 2019
Eduardo Cerqueira (à esq.), CEO da Altamira em Portugal, durante o SIL 2019

O negócio da Altamira está a crescer em Portugal, tendo sob gestão 1,6 mil milhões de euros. Sem levantar o véu sobre futuros negócios que possam estar na calha, Eduardo Cerqueira, CEO da empresa em território nacional, revela ao idealista/news que a Altamira vendeu recentemente “no Porto um ativo considerado grande que vai ser transformado em co-living”.

“Temos casos em que alguns fundos de investimento querem investir nesse tipo de atividades [co-living, residências seniores etc.]. O produto ideal existe, pode não estar transformado dessa maneira [para esse fim], mas pode ser colocado”, conta, adiantando que a Altamira está ativa à procura de novos negócios. 

"Temos casos em que alguns fundos de investimento querem investir nesse tipo de atividades [co-living, residências seniores etc.]"
Eduardo Cerqueira, CEO da Altamira em Portugal

“Há várias opções, e estaremos em todos os processos de venda. Acredito que deverá haver novidades até final do ano, mas venda de grandes carteiras em 2019 julgo que não. Esse tipo de oferta estancou. Poderá haver em 2020 uma ou outra carteira de um ou outro banco que ainda tenha uma quantidade elevada de ativos, mas será muito mais analisada, ou seja, haverá, mas com muito mais controlo”. 

O facto de haver agora um maior controlo e/ou regulação é benéfico para o mercado, considera Eduardo Cerqueira. “Nota-se que nos últimos dois anos o nível da qualidade das carteiras em Portugal tem sido muito maior. As entidades vendedoras estão muito mais aptas a vender e com uma qualidade muito mais apurada. As entidades que estão no meio do processo, as consultoras e os escritórios de advogados, por exemplo, estão muito mais capacitadas para trabalhar na parte da venda e da compra. Isto beneficia toda a gente. Os bancos sentem-se muito mais transparentes a vender e os compradores não vão às escuras, sabem o que compram. Julgo que estamos no bom caminho”, explica.

"O mercado está ativo e assim vai continuar nos próximos anos"
Eduardo Cerqueira, CEO da Altamira em Portugal

O momento atual do setor imobiliário em Portugal é positivo, pelo que não é de estranhar que os fundos de investimento, com as rentabilidades geradas, olhem para o país com “algum apetite”, comenta o líder da Altamira. “Mas não é por isso que as entidades bancárias vendem ou deixam de vender. O mercado está aberto, os bancos estão muito mais conscientes do que têm de fazer. O mercado está ativo e assim vai continuar nos próximos anos”, antevê.

De acordo com o gestor, a Altamira sofreu um “processo de mudança grande” recentemente, com a compra da empresa por parte da italiana doValue, empregando atualmente 127 pessoas: 80% em Lisboa, 18% no Porto, 1% na Madeira e 1% no Algarve.