Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Vanguard Properties: “Interesse pelo mercado imobiliário português não desapareceu”

Garantia dada por José Cardoso Botelho, diretor-geral de uma das promotoras imobiliárias que tem estado mais ativa em Portugal.

Autor: Redação

A pandemia do novo coronavírus está a afetar a economia um pouco por todo o mundo, e Portugal não é exceção. E o setor imobiliário está também a “sentir o abalo” causado pelo Covid-19. Mas “o interesse pelo mercado imobiliário português não desapareceu”, adianta José Cardoso Botelho, diretor-geral da Vanguard Properties (VP), umas das promotoras estrangeiras que mais tem investido no país.

Segundo o responsável, perante a atual crise “é preciso garantir que as empresas recebem o que têm a receber e que paguem aos seus fornecedores”. “É isso que a VP está a fazer. Senão é preocupante e entra-se numa espiral perigosa de incumprimentos”, referiu, em entrevista ao Expresso. 

Salientando que se assiste atualmente a uma maior utilização da internet por potenciais investidores e que o “interesse no mercado nacional não desapareceu”, o responsável reconheceu que a VP recebeu pedidos de adiamento de Contratos de Reserva e de Contratos Promessa de Compra e Venda (CPCV). “Sobretudo por impossibilidade de deslocação dos investidores estrangeiros e nacionais por motivos de distanciamento social ou de quarentena voluntária”, esclareceu.

Para José Cardoso Botelho a situação começa, no entanto, a mudar nos mercados orientais. “Se nas últimas duas semanas tivemos pedidos de cancelamento de reservas por parte de investidores asiáticos, desde ontem [segunda-feira, dia 23 de março de 2020] começámos a registar novos pedidos. Nessa região, China, Japão e Singapura, por exemplo, a atividade está a retomar o seu curso”.

Relativamente aos projetos da VP, o diretor geral da promotora imobiliária confirma que todas as obras estão a prosseguir, apesar de haver “alguns problemas com pequenos fornecedores”. 

Sobre a possibiilidade de haver despedimentos, José Cardoso Botelho referiu que a empresa não alterou “em nada” a sua política de pagamentos. “O mesmo acontece com os nossos colaboradores, que estão em teletrabalho sem nenhuma perda de regalias”, frisou, acrescentando que “a procura vai retomar”.