Feira Popular de Lisboa com decisão “favorável condicionada” do ambiente – projeto será adaptado

Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do projeto da futura Feira Popular de Lisboa, em Carnide, já foi emitada.
Feira Popular de Lisboa com decisão “favorável condicionada” do ambiente – projeto será adaptado
Câmara Municipal de Lisboa

Luz ao fundo do túnel para a construção da futura Feira Popular de Lisboa, num terreno em Carnide com cerca de 20 hectares? A Declaração de Impacte Ambiental (DIA) já foi publicada, mas aponta impactos negativos em termos de saúde, ruído e alterações climáticas, tendo, por isso, uma decisão “favorável condicionada”. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) terá agora de apresentar o projeto final, com adaptações, e só depois é que receberá a aprovação final em termos ambientais.

A DIA conclui que, em termos socioeconómicos, “o projeto terá impactes positivos e localmente significativos, não só durante a fase de construção ao nível do emprego/mão-de-obra e atividades económicas, como também e principalmente na fase de exploração”.

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Segundo o ECO, que se apoia no documento, em termos geológicos, o projeto tem uma “correta descrição”, considerando-se que “os impactes gerados pelo projeto serão negativos e pouco significativos, desde que sejam cumpridas as medidas de minimização”. Relativamente aos recursos hídricos, conclui-se que “os impactes induzidos nos recursos hídricos superficiais e subterrâneos na fase de construção e exploração serão negativos e pouco significativos”.

No que diz respeito ao ambiente sonoro, a DIA conclui que o projeto “originará impactes negativos muito significativos não minimizáveis”. O documento refere que na fase de estudo prévio foi apresentada uma “caracterização muito incipiente dos equipamentos ruidosos”, pelo que a CML terá de apresentar em fase de RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução) um “estudo acústico”.

Sobre a qualidade do ar, saúde humana e alterações climáticas, a DIA refere que “os impactes são considerados negativos, pouco significativos e de magnitude reduzida”. 

Já em termos de património, o documento considera que estão “reunidos os elementos indispensáveis para a emissão de parecer favorável condicionado, nomeadamente ao cumprimento das medidas de minimização”.

De acordo com a publicação, que cita fonte oficial da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR), o projeto apresentado pela autarquia é apenas de um estudo prévio, pelo que “ainda não está fechado”, nem “tem o estudo de arquitetura”, faltando indicar informações como a localização dos equipamentos, dos divertimentos, etc. “A CML ainda vai ter de fazer um novo estudo”, adiantou.

Na prática, esta DIA é uma espécie de “luz verde intermédia”, com base nesse estudo prévio, sendo que a “luz verde” final será dada quando a autarquia apresentar o projeto de execução (projeto final), cumprindo as condições determinadas nesta DIA. Daí a decisão ser “favorável condicionada”, por requerer que os impactos identificados sejam todos minimizados. “Não identificámos nenhum impacte significativo que não possa ser minimizado”, disse fonte oficial da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, referindo que o novo projeto “terá de dar resposta” a estas condicionantes.

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