Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Isabel dos Santos construiu mansão no Algarve com dinheiro do Dubai, suspeita o Ministério Público

O imóvel, localizado na Quinta do Lago, está avaliado em mais de três milhões de euros e será detido pela empresária angola através da sociedade offshore Burgate.

Isabel dos Santos com Paris Hilton no festival de Cannes film em maio de 2018. / Gtres
Isabel dos Santos com Paris Hilton no festival de Cannes film em maio de 2018. / Gtres
Autor: Redação

O Ministério Público (MP) suspeita que a empresária angolana Isabel dos Santos será a proprietária de uma mansão no Algarve, na Quinta do Lago, no valor de mais de três milhões de euros. Em causa estará um projeto turístico e os investigadores suspeitam que o imóvel de luxo foi edificado com parte do dinheiro transferido da Sonangol para o Dubai, em 2017, quando a filha do antigo presidente de Angola era presidente da empresa energética daquele país.

O Ministério Público, segundo noticia o Correio da Manhã, suspeita que esta mansão será detida por Isabel dos Santos, através da sociedade offshore Burgate, sediada em Malta. O MP e a Polícia Judiciária fizeram buscas ao imóvel de luxo, este mês, no âmbito da investigação a Isabel dos Santos. Dias depois das buscas, em comunicado, a empresária angolana negou ser dona da moradia na Quinta do Lago citada na imprensa. O comunicado referiu ainda que “a empresária Isabel dos Santos e o seu marido, Sindika Dokolo, não têm propriedade alguma no Algarve”, recorda o jornal.

Por outro lado, a TVI deu conta que a Polícia Judiciária já confiscou mais de 300 milhões de euros que acredita pertencerem a Isabel dos Santos. As 68 buscas levadas a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ), na semana passada, abrangeram também outras sociedades que a investigação considera serem património da esfera da empresária angolana - no âmbito da qual terá sido alvo também esta casa de luxo na Quinta do Lago.

São oito processos autónomos em que se investigam crimes de branqueamento de capitais através do Eurobic. O ponto de partida é o dinheiro do Estado angolano alegadamente colocado em contas nacionais tituladas por várias entidades controladas por familiares de José Eduardo dos Santos e para seu benefício pessoal.