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Mais de 1,6 mil milhões investidos em imobiliário comercial no primeiro semestre

Em causa estão operações realizadas sobretudo nos primeiros três meses do ano, no período pré-Covid-19, segundo a Worx.

Gil Ribeiro on Unsplash
Gil Ribeiro on Unsplash
Autor: Redação

Foram investidos mais de 1,6 mil milhões de euros em imobiliário comercial em Portugal no primeiro semestre do ano, resultado de 20 operações, segundo dados da Worx que constam no seu WMarket 2020. Trata-se de um “valor alavancado por operações realizadas maioritariamente no primeiro trimestre”, revela a consultora imobiliária.

“O volume de investimento do primeiro trimestre perfez cerca de 95% do volume semestral. As operações realizadas no segundo trimestre – período coincidente com a pandemia – foram essencialmente o desfecho de negócios iniciados pré-Covid-19”, refere a Worx em comunicado.

Segundo a empresa, o segmento do retalho foi o que esteve mais ativo, com uma transação que perfez cerca de metade do volume total: a ‘joint-venture’ entre as seguradoras Allianz e Elo, numa aquisição à Sonae Sierra e ao fundo de pensões APG. 

Relativamente ao segmento da hotelaria, embora com cerca de metade do volume de investimento do segmento de retalho, teve a segunda maior proporção do volume total, na sequência de três transações. O segmento de escritórios encontra-se no terceiro lugar do pódio: foram registadas várias operações, num total de cerca de 290 milhões de euros, sendo que a maioria dos ativos se encontram em Lisboa.

“No que diz respeito à origem do investidor, os países que mais cresceram face ao período homólogo foram a França e o Reino Unido. O investimento estrangeiro foi responsável por cerca de 1,6 mil milhões de euros, o equivalente a uma quota de 95% e um aumento de aproximadamente 73% face ao período homólogo de 2019”, conclui a Worx.

Para Pedro Valente, do departamento de Capital Markets da Worx, “apesar do volume de investimento refletir essencialmente o dinamismo do mercado pré-Covid-19, e de os investidores  continuarem ‘on hold’ e em ‘price discovery mode’, existe muita liquidez no mercado e Portugal continua a reunir as condições que o tornam atrativo no mercado internacional”.