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Ores entrou em bolsa há três meses, mas ações não mexeram - investidores "à espera" de rentabilidade

A Ores é a primeira Sociedade de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) listada no mercado nacional.

Photo by Chris Liverani on Unsplash
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Autor: Redação

A Olimpo Real Estate Portugal (Ores) – a primeira Sociedade de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) listada no mercado nacional –, que foi lançada em conjunto pela Sonae Sierra e o Bankinter, completa os primeiros três meses na bolsa portuguesa, mas ainda não fez negócio. A SIGI encara a ausência de transações como um compromisso assumido pelos seus acionistas.

“Relativamente à ausência de transações, sendo esta decisão exclusivamente do âmbito dos seus acionistas, a Ores entende-a como um compromisso dos seus acionistas com a estratégia e com os objetivos de longo prazo da Ores Portugal”, refere fonte oficial da sociedade, ao Jornal de Negócios. A mesma fonte explica que “é normal que um acionista queira manter neste momento as suas ações, na expetativa da rentabilidade que esses investimentos vão produzir”.

A SIGI é detida atualmente pelo Bankinter (12%) e pela Sonae Sierra (5,14%), estando os restantes 82,86% distribuídos por pequenos acionistas, e promete dar uma remuneração anual mínima de 4% aos investidores.

A sociedade de investimento estreou-se, em junho, com as ações a um preço nominal de quatro euros, o que avalia a empresa em 50,2 milhões, tendo em conta as 12.550.000 unidades colocadas. Esta capitalização bolsista supera o valor de mercado de várias empresas da bolsa nacional.

Ores já andou “às compras”

Em agosto, a SIGI anunciou a compra de cinco superfícies comerciais no país, num investimento total de 37 milhões de euros, “realizado com recurso a fundos próprios e a financiamento bancário contratado junto de duas instituições financeiras”.

O portefólio, com uma área total de 21.227 metros quadrados (m2), é composto por supermercados e hipermercados localizados em Asprela, Mozelos, Covilhã, Faro e Reboleira, segundo o comunicado enviado, à data, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em causa estão quatro espaços comerciais do Continente - que passaram para as mãos da Ores através de contratos de sale & leaseback – e um do Pingo Doce.