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Fundo Davidson Kempner à frente na corrida pelo portfólio da ECS

Bain Capital/Cerberus terá apresentado uma oferta com um valor mais baixo. Mas decisão dos bancos ainda não está tomada.

Carteira de hotéis da ECS
https://www.palaciogovernador.com/
Autor: Redação

Só restaram dois finalistas na corrida ao “Projeto Crow” do fundo de capital de risco ECS Capital. E, destes, é a Davidson Kempner Partners que está em primeiro lugar, já que apresentou a melhor oferta de aquisição no passado dia 30 de setembro de 2021, que ronda os 900 milhões de euros. Já o consórcio Bain Capital/Cerberus terá apresentado uma proposta vinculativa com um valor mais baixo.

Embora as propostas já tenham sido colocadas em cima da mesa, ainda não é conhecida a decisão final por parte das instituições financeiras que possuem posições acionistas nos fundos de reestruturação da ECS, como o Novo Banco, o BCP, a Caixa Geral de Depósitos, o Santander e a Oitante. Mas já há avanços neste sentido, até porque estava marcada para a passada quinta-feira, dia 14 de outubro de 2021, uma reunião para discutir as propostas, tendo em conta não só os valores apresentados, mas também as condições colocadas pela Davidson Kempner Partners, escreve o Jornal Económico.

Note-se que ainda a oferta da Davidson Kempner Partners seja superior, as suas condições podem não agradar aos bancos. “Os detalhes podem ainda fazer virar o resultado”, disse fonte próxima do processo ao mesmo jornal, colocando a hipótese de a proposta da Bain/Cerberus sair vencedora.

Portfólio ECS
Centro comercial La Vie, Porto / Google Maps

Uma corrida ao portfólio de hotéis e não só…

O "Projeto Crow" trata-se de uma carteira que, inicialmente, incluía 30 ativos, sobretudo, hotéis distirbuídos em vários pontos do país. Inclui também terrenos e centros comerciais. Foi mesmo considerado o “maior negócio imobiliário do ano” por representar um investimento de 1.000 milhões de euros.

Mais tarde, em setembro de 2021, o fundo de capital de risco ECS Capital decidiu retirar sete ativos imobiliários ao “Projeto Crow” no valor de 300 milhões de euros, tal como noticiou o idealista/news. E a razão foi só uma: ficaram de fora os ativos que foram avaliados por um “valor residual” pelos dois fundos que entraram na corrida.

Depois do processo, houve várias propriedades que continuaram no “Projeto Crow”, que envolve a alienação de dois fundos de recuperação. Entre elas está o Palácio do Governador e outros noves hotéis da marca NAU, no Algarve e no Alentejo. O portfólio dos fundos inclui ainda os centros comerciais La Vie, situados no Funchal, Guarda, Porto ou Caldas da Rainha.