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ECS retira 7 ativos do portfólio ‘Projeto Crow’ e aguarda por novas ofertas

Carteira passa a abranger 23 ativos imobiliários, sendo que os sete imóveis que caíram têm um valor bruto de 300 milhões de euros.

Portfólio ‘Projeto Crow’ da ECS
https://www.palaciogovernador.com/
Autor: Redação

O fundo de capital de risco ECS Capital decidiu retirar sete ativos imobiliários ao “Projeto Crow” – num total de 30 –, como é conhecido o portfólio que a entidade colocou à venda e que tem dois finalistas, o fundo Davidson Kempner (DK) Partners e o consórcio Bain/Cerberus. Os sete ativos em causa têm um valor bruto de 300 milhões de euros, tendo a ECS Capital escrito uma carta aos dois candidatos, convidando-os a avançar com propostas finais até ao dia 30 de setembro.

Segundo o Jornal Económico, os sete imóveis que “caíram” do portfólio inicial são os seguintes:

  • Jardins de Birre; 
  • Colombo’s Resort; 
  • Herdade da Barrosinha, em Alcácer do Sal; 
  • Terrenos de Coimbra;
  • Quinta dos Clerigos; 
  • Morgado Golf & Country Club;
  • “Lago Montargil & Villas”, no Alentejo

Ficaram de fora os ativos que foram avaliados pelos fundos por um valor residual”, escreve a publicação, adiantando que o BCP estava entre os bancos que discordaram do valor atribuído pela DK e pelo consórcio Bain/Cerberusa alguns dos ativos, pelo facto do valor oferecido ser inferior ao registado no seu balanço.

Fonte ligada ao processo adiantou, citada pelo jornal, que “as avaliações implícitas de cada banco para os mesmos ativos são muito díspares”, o que ajuda a explicar a divergência de posição entre os três maiores bancos – Novo Banco, BCP e Caixa Geral de Depósitos são os bancos com maiores exposições aos fundos de reestruturação da ECS. De referir, no entanto, que o Santander e o Oitante (veículo criado para gerir ativos do Banif que não foram comprados pelo Santander) também detêm unidades de participação nos fundos da ECS.

De recordar que o “Projeto Crow” envolve a alienação de dois fundos de recuperação detentores de propriedades hoteleiras espalhadas por Portugal, bem como de alguns terrenos em desenvolvimento e outros ativos comerciais de menor dimensão, incluindo alguns centros comerciais.

O maior negócio imobiliário do ano

Ainda segundo a publicação, aquele que é considerado o negócio imobiliário do ano deverá mesmo concretizar-se, sendo que as duas propostas apresentadas foram inferiores a mil milhões de euros (cada), sendo a melhor oferta a da DK Partners – rondava 900
milhões de euros, um valor que estava, no entanto, sujeito à verificação de algumas condições. Já a proposta da Bain/Cerberus rondava 850 milhões de euros.

Mas agora haverá novas propostas em cima da mesa, sendo que as mesmas contemplarão um portfólio de ativos diferente em termos de perímetro.

Entre as propriedades hoteleiras que estão à venda está o Palácio do Governador, além de outros hotéis da marca NAU, no Algarve e no Alentejo. O portfólio dos fundos inclui também outros ativos, como os centros comerciais La Vie, situadosno Funchal, Guarda, Porto ou Caldas da Rainha.