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Edifício sede da Ageas no ICON Boavista está em fase final de construção

Promotora Civilria avança com a construção da segunda torre de escritórios do projeto ICON e conclui edifício de ‘services apartaments’.

Projeto ICON está a nascer na Boavista
Promotora Civilria está a construir o projeto ICON, no Porto / Elisabete Soares
Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

O edifício de escritórios para a futura sede da Ageas Seguros no Porto, localizado no empreendimento ICON, na Boavista, encontra-se em fase final de construção, estando prevista a sua ocupação no final do primeiro trimestre de 2022. Promovido pelo grupo imobiliário Civilria, o edifício de escritórios, o primeiro a ficar concluído no empreendimento ICON, tem uma área de 12.791 metros quadrados (m2), distribuídos por rés do chão, cinco pisos e duas caves de estacionamento.

Ao idealista/news, Artur Varum, CEO da Civilria, confirma que, neste momento, o edifício de escritórios onde se vai instalar a Ageas no Norte encontra-se já na fase de acabamentos e decoração, também conhecida como ‘fit out’.

O empreendimento ICON, que se desenvolve próximo do Nó de Francos – num terreno junto à VCI, com a Via AEP –, é constituído por dois edifícios de escritórios e um residencial, destinado ao mercado de arrendamento, que representam um investimento de 60 milhões de euros. Os dois imóveis de escritórios têm no total cerca de 24.000 m2.

Assim será a sede da Ageas no Porto
Sede da seguradora Ageas no Porto será num dos edifícios de escritórios do projeto ICON / Grupo Ageas Portugal

Segunda torre de escritórios em início de construção

A Civilria está também a construir os restantes dois edifícios que constituem o empreendimento ICON. Artur Varum refere que a segunda torre de escritórios está, neste momento, em início de construção, encontrando-se “na fase de execução da estrutura das caves”. Este edifício terá uma área de 11.645 m2, distribuídos por sete pisos, rés do chão e duas caves.

Já o edifício de ‘services apartaments’, que assenta no conceito de ‘build to rent’, para arrendamento, tem já concluída a fase de estrutura, contudo “a construção desenvolveu-se a um ritmo mais lento devido à pandemia”, destaca o gestor. Frisa, no entanto, que a abertura está prevista para “o próximo verão”. Este edifício terá 176 apartamentos e tem previsto um conjunto de serviços de apoios permanentes, como receção e lavandaria.

Edifício de ‘services apartaments’ está a ser construído
Elisabete Soares

Sobre o mercado de escritórios do Porto, Artur Varum acredita que o crescimento a que se assistiu “nos últimos anos se vai manter nos próximos tempos”. 

Na sua opinião, o facto de a pandemia ter travado alguns projetos fez com que a “oferta continue reduzida em relação à procura de projetos com qualidade e que respondam às exigências das empresas”. Acrescenta que, neste momento, as empresas querem espaços que respondam a “aspetos como a digitalização, a descarbonizarão e a saúde ambiental”.

Projeto ICON está a nascer na Boavista, no Porto
Vista panorâmica do projeto ICON / Civilria

Souto Moura assina novo projeto residencial em Aveiro

A Civilria tem em fase de construção vários projetos residenciais, distribuídos pelos mercados de Lisboa, Aveiro e Vila Nova de Gaia. “Todos os empreendimentos residenciais apresentam um ritmo de construção e comercialização muito bom”, refere Artur Varum, salientando que a empresa “concluiu 247 frações que se encontram praticamente comercializadas".

Uma situação que permite ao promotor avançar com a construção de novos projetos residenciais. É o caso de “um empreendimento, com projeto do arquiteto Souto Moura, com 6.000 m2 acima do solo e numa localização única em Aveiro”, revela.

Ainda em Aveiro a Civilria tem um conjunto de terrenos para os quais “está a desenvolver projetos e onde vão surgir empreendimentos relevantes e que serão uma marca para a cidade”, frisa Artur Varum.

Sobre o projeto Vitasal, que vai desenvolver-se nos terrenos da antiga fábrica Vitasal, empresa de higienização de sal que durante anos funcionou em Aveiro, Artur Varum destaca que "o empreendimento tem previsto quatro edifícios com 24.000 m2 e um equipamento cultural”. As instalações devolutas que existiam no local já foram demolidas pela Civilria, atual proprietária dos terrenos. 

O grupo tem também em fase de conclusão da construção – prevista para 2022 - duas plataformas logísticas para os CTT Expresso, uma em Aveiro e outra em Palmela, que totalizam 17.000 m2 e que vão fazer parte dos ativos de rendimento do grupo.