É já o segundo ano consecutivo que este segmento chega ao topo das preferências para o investimento imobiliário na Europa.
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Investimentos imobiliários
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Cátia Colaço
Cátia Colaço (Colaborador do idealista news)

O setor de living conseguiu, pelo segundo ano consecutivo, chegar ao topo das preferências para o investimento imobiliário na Europa, ultrapassando segmentos como os de logística e de escritórios, dada a sua robusta procura estrutural e a oferta limitada.

De acordo com o European Investor Intentions Survey 2026, da CBRE, é no desenvolvimento de habitação para venda e no mercado de residências de estudantes que o setor encontra o seu maior expoente em Portugal, com mais de 50% dos investidores europeus a tencionar investir, durante este ano, em estratégias relacionadas com living, mais especificamente em ‘build-to-sell’, ‘build-to-rent’, ‘student living’ e ‘senior living’. 

A posição de liderança deste setor em termos de procura por investidores exige uma maior resposta à falta de habitação no país e à crescente mobilidade académica. Segundo Igor Borrego, Head of Capital Markets da CBRE Portugal, “o aumento da confiança dos investidores no imobiliário português e europeu decorre de uma diminuição da incerteza e dos sólidos fundamentais que suportam a procura”. O responsável revela que 2026 “promete ser um ano muito dinâmico nos vários setores com os investidores bastante focados na construção de habitação, nas residências de estudantes e na logística”, mas alerta para o facto de que “o setor hoteleiro terá um papel de destaque, fruto de circunstâncias particulares do nosso mercado”.

Por sua vez, José Maria Moutinho, Head of Research da CBRE Portugal, sublinha a importância do relatório no sentido de “antecipar as grandes tendências do investimento internacional” e por permitir “encontrar as razões qualitativas para a recuperação sustentada que se tem assistido na Europa”. 

“Portugal surge novamente em posições elevadas para investimento transfronteiriço e apresenta bons fundamentais, não só nos setores em que os investidores mais querem investir, living e logística, mas também em hotéis”, acrescenta José Maria Moutinho.

Ainda de acordo com o estudo da CBRE, os investidores vêem como principais fatores favoráveis ao investimento os custos de dívida mais baixos e os pontos de entrada de preços atrativos, com cerca de 89% dos investidores a esperar aumentos ou, pelo menos, estabilidade na sua atividade de compra este ano e 83% a prever aumentos ou estabilidade na atividade de venda.

Portugal mantém atratividade no investimento

Beneficiando de tendências macroeconómicas semelhantes às de outros países mediterrânicos, Portugal conseguiu alcançar um 6º lugar a nível europeu, em termos de expectativas de retorno, e Lisboa um 8º lugar na atratividade das cidades para o capital estrangeiro. No entanto, foi Espanha quem alcançou a liderança do ranking de países com maiores expectativas de retorno total para 2026, especialmente devido à grande procura por ativos em Madrid e Barcelona. Apesar de o Sul da Europa dominar o topo do ranking de cidades, foi Londres que atingiu a 1ª posição.

As estratégias de ‘value‐add’ e ‘core-plus’ continuam a ser as preferidas dos investidores, sendo suportadas por preços estabilizadores e oportunidades para melhorar o rendimento e o desempenho em sustentabilidade. A maior parte dos investidores encara as estratégias ESG como um fator criador de valor. Paralelamente, os critérios de sustentabilidade assumem um peso crescente na avaliação dos imóveis e nas decisões de investimento. 

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