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Regresso ao trabalho nas grandes empresas: há incentivos ao uso de bicicletas e parques grátis para carros

Teletrabalho veio para ficar, mas. muitas empresas privilegiam o regresso ao escritório de quem pode evitar o transporte público, e dão incentivos.

Gtres
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Autor: Redação

Precaução é palavra de ordem no regresso ao trabalho de milhares de funcionários de alguns dos maiores grupos empresariais portugueses, como por exemplo a NOS, a Altice e a Vodafone. Na semana em que Portugal volta a estar em estado de contingência, estas grandes empresas, que têm milhares de funcionários, continuarão a privilegiar o teletrabalho, mas há incentivos à deslocação em bicicleta ou em viatura própria, com parque para funcionários, para evitar os transportes públicos

Segundo o Pùblico, na NOS, os trabalhadores pertencentes a grupos de risco continuam em modo de trabalho remoto, sendo que o regresso dos trabalhadores tem sido feito há algumas semanas “de forma gradual”. Nos próximos dias, os colaboradores passarão a ter acesso à garagem e a incentivos que “oferecem vantagens na compra e aluguer de carros e bicicletas”, adianta a empresa, que trabalhará com horários em regime de flexibilidade adequados às “dinâmicas pessoais” dos colaboradores, evitando “grandes concentrações de pessoas nos transportes públicos e no acesso aos edifícios”.

No caso da Altice, a taxa de ocupação por edifício será a mesma que foi delineada em junho, ou seja, o limite continuará nos 30%, em regime de rotatividade. “A Altice Portugal optou por manter, para já, a taxa de 30% de ocupação por edifício, acompanhando de perto, com o seu Gabinete de Crise, a evolução da situação, em estreita colaboração com a Direcção-Geral da Saúde e demais entidades”, explica fonte oficial, citada pela publicação.

Os grupos de risco também continuarão em casa, privilegiando-se “a manutenção do regime de teletrabalho junto das colaboradoras grávidas, assim como dos colaboradores que se enquadrem em grupos de risco, tais como doenças cardíacas, oncológicas, respiratórias, entre outros”. 

De referir ainda que os parques de estacionamento passarão a estar abertos para quem se desloca até ao local de trabalho, limitados à sua capacidade, sendo disponibilizados por ordem de chegada.

Já na Vodafone a ocupação dos edifícios ficará limitada a uma taxa de 25%, sendo que os colaboradores também “terão lugar de garagem disponível”. 

Na Galp, a taxa de ocupação dos edifícios sobe para os 33%, com a empresa a disponibilizar, também, estacionamento, mas “mediante reserva prévia”, incentivando-se, desta forma, a utilização de transporte individual. Os colaboradores da empresa terão ainda acesso a shuttles “entre algumas instalações da Galp e os principais ‘hubs’ de transportes públicos que as servem”, refere a empresa, citada pelo Público.

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, tem atualmente a capacidade dos escritórios fixada nos 30%, mantendo-se em regime misto – remoto e presencial –, com equipas em rotação. Uma taxa de ocupação que “deverá ser mantida até final de setembro, altura em que poderá ser reavaliada”, adianta a empresa, sublinhando que o regresso ao trabalho privilegia os colaboradores com viatura de serviço. O teletrabalho mantém-se para funcionários que tenham “como única opção de deslocação os transportes públicos”, acrescenta.

A EDP, por seu turno, vai disponibilizar estacionamento aos colaboradores dos edifícios da empresa, “sempre que essa possibilidade exista”. A companhia assegura que 48% dos funcionários está “em teletrabalho e 17% em regime híbrido”, pelo que a ocupação dos edifícios terá um limite máximo de 20% a 30%.

Teletrabalho também é palavra de ordem na Caixa Geral de Depósitos, que continuará a “manter uma percentagem significativa de colaboradores” neste regime. A sede do banco público, em Lisboa, tem parque de estacionamento gratuito para os colaboradores que se deslocam em viatura própria, escreve o Público.