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Construção: OE2016 impede setor de crescer e reflete desinvestimento em obras públicas

Gtres
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Autor: Redação

A Associação de Empresas de Construção Obras Públicas e serviços (AECOPS) mostra-se preocupada com “o nível de investimento público previsto no Orçamento do Estado (OE) para 2016, considerando que o mesmo “corresponde a uma má gestão dos apoios comunitários, a menos emprego e a menos rendimento”. “[É] um fator recessivo que pode comprometer a recuperação da economia e travar os primeiros sinais de relançamento do setor da construção”, refere a entidade em comunicado.

Segundo a AECOPS, o OE propõe-se a reverter a política de austeridade por via do crescimento da procura e reflete uma redução relativa do investimento público (3,8 mil milhões de euros), o que representa menos 0,4% do total do investimento previsto e apenas 2% do PIB.

Ainda mais grave, considera a AECOPS, “é o facto de uma parcela significativa do investimento público inscrito no OE2016 corresponder a rendas das Parcerias Público Privadas (PPP’s), ou seja, a investimento concluído e realizado mas não pago”. “Neste contexto, o montante do investimento efetivo desce para cerca de 2,1 mil milhões de euros, menos 45% que a dotação orçamental, pelo que o desinvestimento publico efetivo é muito preocupante e mesmo alarmante”, lê-se no documento.

A entidade alerta que em 2016 o montante do investimento efetivo é muito inferior (menos 1,7 mil milhões de euros), reduzindo-se significativamente a capacidade do investimento público funcionar como motor ou alavanca da economia.