O processo de recuperação das aldeias afetadas pelos incêndios de junho, na região centro, está a chegar, mas muito lentamente. As obras estão concluídas, para já, em 35 das 205 casas afetadas. Pedrógão Grande é o concelho onde existe um maior número de imóveis para reconstruir, no total de 109 casas. Até agora, o fundo responsável pela gestão de donativos – o Revita – já conseguiu angariar mais de 3,8 milhões de euros.
O fundo público criado para gerir os donativos para as vítimas dos incêndios na zona centro do país conseguiu angariar até 30 de setembro cerca de 3,78 milhões de euros em dinheiro e mais 305.000 euros em bens móveis e serviços. Nessa data, segundo escreve o Público, tinha a seu cargo obras em 88 casas de primeira habitação, de um total de 205 que necessitavam de reconstrução (117 a cargo de outros fundos).
De acordo com o relatório do Revita, citado pela publicação, além das obras em habitações, no final do mês passado o fundo tinha pago ou estava em fase de processamento de subsídios a 363 produtores agrícolas, no valor de 812.712,3 euros, cujas propriedades foram afetadas, também, pelas chamas.
O que está a ser feito e por quem
A gestão do fundo Revita é realizada de forma tripartida entre o Instituto da Segurança Social, as três câmaras dos municípios afetados, instituições de solidariedade social e associações de bombeiros da região.
A reconstrução das 88 habitações atribuídas ao Revita apresenta um caráter mais exigente, já que se trata, em larga maioria, de reconstruções integrais. Mas além do Revita há outros fundos a atuar na região, que estão a ser geridos pela União das Misericórdias Portuguesas e Fundação Calouste Gulbenkian (financiam obras em 41 casas), pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (cinco casas), pela SIC Esperança (20 casas) e pela Cáritas Diocesana de Coimbra (36 casas).
A estas somam-se mais 13 obras financiadas por doadores particulares ou empresas e uma outra obra a cargo do proprietário. E há ainda uma última cujo financiamento se encontra em avaliação e pode ser entregue a qualquer uma destas entidades.
A maioria das casas – cerca de metade – pertence ao concelho de Pedrógão, 61 localizam-se em Castanheira, 24 em Figueiró e as restantes 11 estão em concelhos limítrofes (Góis, Pampilhosa da Serra, Sertã e Penela). No final do mês de setembro já tingam sido identificadas 205 casas de primeira habitação a necessitar de obras, das quais 35 já estavam concluídas, 64 em execução, 15 em adjudicação, outras 15 ainda em consulta de preço, 37 em fase de projeto e 27 em avaliação.






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