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Lisboa: reabilitação urbana ganha força nas Avenidas Novas

Autor: Redação

A zona das Avenidas Novas foi a que registou o maior aumento dos preços médios de oferta de apartamentos integrados em projetos de reabilitação em Lisboa entre 2017 e 2018, com uma subida de 9,8% para 6.056 euros por metro quadrado (m2). A zona reforçou-se também como destino de investimento para a reabilitação residencial, concentrando agora 14% da oferta em comercialização (10% em 2017). 

Esta é uma das conclusões da edição de 2018 do estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa”, uma iniciativa da Prime Yield em parceria com a DLA Piper.

“O investimento em projetos de reabilitação para uso residencial continua a exibir um elevado dinamismo em Lisboa, com os preços dos apartamentos integrados neste tipo de empreendimento a exibirem crescimento em todas as zonas analisadas, ao mesmo tempo que o investimento tende a apresentar uma distribuição cada mais equilibrada entre as diferentes zonas”, refere a Prime Yield em comunicado.

Segundo o estudo, o eixo Baixa-Chiado-Avenida da Liberdade (Zonas Históricas) mantém-se como o principal alvo do investimento em reabilitação para fins habitacionais em Lisboa, concentrando 60% da oferta em venda. Mas perdeu “peso face a 2017, quando era destino de 71% da oferta, o que evidencia uma tendência de maior dispersão da oferta para as outras três zonas, que aumentaram as suas quotas como destino de investimento”. 

Os maiores aumentos ocorreram nas Avenidas Novas (de 10% em 2017 para 14% em 2018), na zona de Arroios-São Vicente-Penha de França (de 10% em 2017 para 15% em 2018) e na zona da Estrela-Campo de Ourique (de 9% em 2017 para 11% em 2018).

“A reabilitação começou nas Zonas Históricas e é normal que, com a consolidação do mercado, o número de oportunidades nesta zona fique mais limitado e os investidores comecem a alargar o seu foco para outras zonas com potencial para este tipo de produto e onde podem obter retornos muito interessantes”, disse Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield. 

Relativamente aos preços, as Zonas Históricas mantêm a liderança para apartamentos reabilitados, com um valor médio de oferta nos 6.900 euros m2. 

“O tradicional eixo da Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade continua a destacar-se no mapa da reabilitação para habitação (...). Além de ser a zona mais cara em termos do preço médio de oferta, não é de estranhar que acolha também os apartamentos com os preços mais elevados de todo o mercado e que estes preços mais que dupliquem a média da zona, atingindo os 16.000 euros por m2. À exceção dos T0, em todas as restantes tipologias deste eixo, o preço das casas no extremo mais elevado do mercado supera os 11.000 euros por m2”, referiu o responsável.

Valores bem diferentes aos praticados nas outras três zonas: nas Avenidas Novas, conforme referido, os preços médios atingiram os 6.056 euros por m2, na zona da Estrela-Campo de Ourique rondaram os 5.393 euros por m2 e na zona de Arroios-São Vicente-Penha de França ascenderam a 4.946 euros por m2.