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Construção do Aeroporto do Montijo arranca em 2020

Governo compromete-se a avançar com obras da nova infraestrutura na proposta do OE2020.

ANA - Vinci
ANA - Vinci
Autor: Redação

Reiterando que o Aeroporto do Montijo é "um investimento estruturante e estratégico para os desígnios nacionais”, o Governo assume a construção da nova infraestrutura como uma prioridade no próximo ano. “Após os avanços decisivos ocorridos em 2019 no projeto de expansão da capacidade aeroportuária da região de Lisboa", o Executivo quer arrancar com os trabalhos no próximo ano, deixando claro este desígnio no Relatório que acompanha a Proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).

Depois da celebração do acordo financeiro com a concessionária ANA — Aeroportos de Portugal, S.A., em janeiro de 2019, a avaliação ambiental do Aeroporto do Montijo e Acessibilidades e o arranque da reorganização do dispositivo militar, "no ano de 2020 será dada continuidade a este importante projecto e entrar-se-á em definitivo na sua fase de implementação”, pode ler-se no mesmo documento.

A ANA e o Estado celebraram há quase um ano o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, prevendo um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028, que contempla a a extensão da atual estrutura, Aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa), e a transformação da base aérea do Montijo. Até ao próximo dia 20 de dezembro, está a decorrer o prazo para a ANA analisar as medidas de mitigação propostas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do futuro aeroporto localizado na margem Sul do Tejo.

O Governo argumenta, a favor da nova infraestutura, dizendo que o Aeroporto do Montijo "vai permitir aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa para até 50 milhões de passageiros e possibilitar que o crescimento que se tem verificado nos últimos anos possa continuar a ocorrer, “de acordo com a procura que Lisboa e Portugal têm tido em termos turísticos”.

Por outro lado, e segundo o Executivo de António Costa, este projeto de investimento vai ainda “potenciar o ‘hub’ [base] da TAP de interligação entre a Ásia e Médio Oriente e a América do Norte e Brasil, bem como a proximidade aos países da diáspora portuguesa, essenciais para o contínuo crescimento da economia portuguesa”.

Em paralelo, a equipa socialista compromete-se a que será dada continuidade à execução de investimentos na rede de aeroportos nacionais, de modo a conseguir uma “progressiva melhoria e adaptação à evolução da procura, essenciais para manter a sua competitividade no espetro internacional”.