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Setor da construção fecha 2020 a crescer 2,5%

Estimativas da AICCOPN e da AECOPS apontam para um aumento do valor bruto da produção do setor para 13.739 milhões de euros.

Esi Grünhagen por Pixabay
Esi Grünhagen por Pixabay
Autor: Redação

O setor da construção fechou o ano 2020 a crescer 2,5%, tendo “vindo a demonstrar uma elevada resiliência aos constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19”, revelam, em comunicado, as duas principais associações do setor, a AICCOPN e a AECOPS. Em causa está um acréscimo do valor bruto da produção do setor da construção para 13.739 milhões de euros.

Segundo o documento, os principais indicadores mostram que, ao longo dos últimos meses, verificaram-se “reiteradamente evoluções favoráveis, tendo em consideração a quebra de cerca de 9,3% prevista para o PIB este ano em Portugal”. 

AICCOPN/AECOPS
AICCOPN/AECOPS

“O investimento (FBCF) em construção e o Valor Acrescentado Bruto (VAB) do setor registaram variações de 4,3% e 3,2% nos primeiros três trimestres de 2020, em termos homólogos, e o consumo de cimento no mercado nacional já ascendia a 3,3 milhões de toneladas até ao final de novembro, o que corresponde a um aumento de 10,9% em termos homólogos”, lê-se na nota enviada às redações.

As associações adiantam ainda que no segmento residencial, “num contexto de elevada procura nacional e internacional e de taxas de juro historicamente baixas”, com a concessão de crédito à habitação a crescer 6,4% até outubro, “estima-se que o valor bruto da produção cresça 4,5% em 2020”.

Já no segmento dos edifícios não residenciais, tendo em consideração a quebra de atividade nos setores do comércio e do turismo, estima-se uma quebra de 0,5% do valor bruto da produção em 2020.

Relativamente ao segmento da engenharia civil, “apuram-se crescimentos relevantes até ao final do mês de novembro, quer ao nível dos concursos promovidos quer dos contratos de empreitada celebrados, com variações muito significativas, nomeadamente acima dos 20% no valor das obras promovidas, pelo que, tendo em consideração a duração prevista das obras, estima-se um crescimento de 3% do valor bruto de produção do segmento, para 6.389 milhões de euros”, referem as duas associações.