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Mota-Engil ganha obra de 1,48 mil milhões na Nigéria – maior contrato de sempre da construtora

Construtora vai construir uma linha férrea com cerca de 284 km + 94 km. Obra terá a duração de 32 meses.

MichaelGaida por Pixabay
MichaelGaida por Pixabay
Autor: Redação

A Mota-Engil ganhou uma obra de 1,82 mil milhões de dólares (1,48 mil milhões de euros) na Nigéria, sendo este o maior contrato de sempre da construtora portuguesa, anunciou a empresa numa nota publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta segunda-feira (11 de janeiro de 2021). Em causa está a construção de uma linha férrea.

No documento, a Mota-Engil adiantou que “a sua subsidiária para a região de África assinou um contrato conducente à execução do projeto, à construção e ao financiamento de uma infraestrutura ferroviária na República Federal da Nigéria e na República do Níger”.

Este é, de acordo com a construtora, “o maior contrato de sempre do Grupo”, que “tem vindo a exigir ao longo dos últimos três anos uma preparação e organização ímpares conducentes à mitigação dos riscos, à maximização da rentabilidade, à redução dos prazos de execução e à minimização do impacto nas comunidades locais e do seu custo para a República da Nigéria”. 

O contrato em causa foi celebrado com o Ministério dos Transportes da Nigéria e “incluirá o projeto, o ‘procurement’, a construção, bem como o financiamento (EPC-F) da linha férrea com cerca de 284 km + 94 km”. Linha férrea essa que se chamará “Kano-Danbatta-Kazaure-Daura-MashiKatsina-Jibiya-Maradi (Niger Republic) with a branch line to Dutse”.

A Mota-Engil adiantou que irá, nos próximos meses, “conjuntamente com o Governo da Nigéria e as entidades financiadoras, trabalhar na conclusão do ESIA (Environmental and Social Impact Assessment), nas necessárias expropriações, na mobilização inicial e na elaboração do projeto, com vista à sua conclusão e à aprovação final do financiamento por parte do Governo da Nigéria”. 

Depois de terminada esse fase, “arrancarão os trabalhos efetivos de construção da infraestrutura ferroviária, que terão uma duração de 32 meses”, conclui a construtora.