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Acionistas da Mota-Engil aprovam aumento de capital até 100 milhões de euros

Autorização para avançar com aumento de capital reservado a acionistas permitirá à chinesa CCCC ficar com 30% da construtora.

Mota-Engil
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Autor: Lusa

Os acionistas da Mota-Engil deram “luz verde” ao Conselho de Administração para deliberar um aumento de capital de 100 milhões de euros, segundo um comunicado divulgado pelo grupo esta quinta-feira (7 de janeiro de 2021). A autorização para a administração do grupo poder avançar com o aumento de capital reservado a acionistas, que permitirá à chinesa China Communications Construction Company (CCCC) – a quarta maior construtora do mundo – ficar com 30% da empresa portuguesa, foi aprovada com 99,46% de votos.

Na nota, a Mota-Engil deu conta do resultado de uma Assembleia-Geral (AG) onde foi então aprovado o único ponto agendado. “Na AG estiveram presentes representantes de 69,59% do capital social da empresa, tendo o único ponto da ordem de trabalhos sido aprovado por uma votação favorável correspondente a 99,46% dos votos emitidos na assembleia”, referiu a empresa.

A reunião foi convocada para votar a alteração parcial do contrato social, através de um novo artigo, denominado Sexto-A, proposta pela acionista Mota Gestão e Participações (MGP).

Segundo informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), este novo artigo autoriza o Conselho de Administração a deliberar um aumento de capital social com montante máximo de 100 milhões de euros, uma operação que decorre do acordo de parceria estratégica e de investimento com a CCCC, que adquiriu recentemente ações da empresa.

“Após este aumento do capital social, será imputável à MGP uma participação de cerca de 40% do capital social da Mota-Engil, sinal de total empenho e alinhamento com a sua posição histórica no grupo, e o novo acionista atingirá uma participação ligeiramente superior a 30%”, referia a empresa num comunicado ao mercado em 27 de agosto do ano passado.

Em 27 de novembro, a Mota-Engil anunciou ter concluído o acordo de parceria estratégica e de investimento com a CCCC para a entrada do novo acionista no capital do grupo, que se traduziu na compra de 55 milhões de ações (cerca de 23%) ao preço de 3,08 euros por ação, num investimento de 169,4 milhões de euros.