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Construção em 2021: estabilidade é palavra de ordem em plena pandemia

"Com base na informação (...) disponível até março verifica-se que, globalmente, se manteve uma trajetória de estabilidade", diz a AICCOPN.

Photo by Jac Alexandru on Unsplash
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Autor: Redação

O setor da construção é um dos que está a dar melhor resposta à pandemia da Covid-19. Um cenário que já se tinha verificado em 2020 e que parece estar a registar-se também agora em 2021. “Com base na informação estatística setorial disponível até ao final do mês de março verifica-se que, globalmente, se manteve uma trajetória de estabilidade, não obstante uma conjuntura fortemente marcada pelo impacto das medidas de confinamento, as quais representaram significativos constrangimentos em atividades fortemente interligadas com a construção, nomeadamente a mediação imobiliária”, refere a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

Segundo a Análise de Conjuntura do Setor da Construção, referente ao mês de março, “a variação homóloga acumulada do consumo de cimento no mercado nacional nos dois primeiros meses de 2021 reflete bem essa estabilização da atividade, ao registar uma variação praticamente nula, de -0,2%, após se ter verificado um crescimento de 10,6% em 2020”. 

No mesmo período, janeiro e fevereiro de 2021, no segmento de engenharia civil, o mercado de empreitadas de obras públicas permaneceu positivo. “Ao nível das promoções de concursos de empreitadas de obras públicas o montante totalizou 543 milhões de euros, o que traduz um aumento de 2% face a igual período do ano passado. Quanto aos contratos de empreitadas celebrados (…) apura-se uma variação de -3% em termos homólogos, contudo (…), utilizando a informação conhecida a 15 março de cada ano, regista-se um crescimento de 23,7% neste indicador”, lê-se no documento.

No que diz respeito aos licenciamentos de obras por parte das autarquias, o primeiro mês de 2021 foi negativo, com uma quebra global de 17,3%, após reduções de 10,9% nos edifícios habitacionais e de 32% nos edifícios não residenciais, esclarece a AICCOPN.

De acordo com a associação, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos às vendas de alojamentos familiares do quarto trimestre de 2020 também são animadores, já que foram batidos novos máximos históricos: 49.734 alojamentos transacionados, num montante global de 7.534 milhões de euros, mais 1% e de 8,7%, respetivamente, que no período homólogo.

“De igual modo, no que concerne aos preços dos imóveis, permaneceu inalterada, em 2020, a tendência global de crescimento, com o índice de preços da habitação no quarto trimestre a valorizar-se 8,6% em termos homólogos. Os valores de avaliação bancária na habitação, que já dizem respeito a fevereiro de 2021, continuam a atingir um novo máximo histórico, com um aumento de 5,7%, também em termos homólogos”, conclui a AICCOPN.