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Construção e imobiliário respiram confiança em plena pandemia

Melhores indicadores de resiliência encontram-se, também, nos setores da construção e imobiliário, segundo a Iberinform.

Construção e imobiliário mostraram-se resilientes em tempos de pandemia
Gtres
Autor: Redação

Os setores da construção e do imobiliário foram dos que melhor resposta conseguiram – e têm conseguido – dar à pandemia da Covid-19, mostrando-se resiliente e dando sinais de confiança. Isso mesmo mostram os dados mais recentes da Iberinform, filial da Crédito y Caución que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional, e do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a Iberinform, “a desagregação por atividade económica revela que os melhores indicadores de resiliência – variação do volume de negócios, taxa de margem de segurança económica e tempo de paralisação crítico de rutura de tesouraria – encontram-se nos setores da construção, imobiliário e nos serviços de utilidade pública, energia, água e ambiente”. 

“O setor da construção manteve sempre a continuidade da sua atividade, com carteiras de obras nos mercados internos e externos, apesar das limitações de fornecimento de materiais, apresentando boas perspetivas presentes e futuras. A atividade imobiliária, por sua vez, continua o seu processo de valorização, depois de um grande desfasamento em relação a outros países europeus”, refere a empresa. 

Nascimento de novas empresas em alta

Também o INE destacou, no seu estudo mais recente sobre estatísticas das empresas, o impacto do setor da construção e das atividades imobiliários no nascimento de novas empresas em Portugal. 

“Observando a distribuição dos nascimentos mensais por setor de atividade, verifica-se que [entre janeiro de 2018 a agosto de 2021] mais de 75% dos nascimentos concentram-se em três setores: Construção e Atividades Imobiliárias, Comércio e Outros Serviços. Para as entidades de natureza jurídica sociedade, este peso é ligeiramente inferior ao do total dos nascimentos, situando-se em média perto dos 67%”, lê-se no boletim do INE

De acordo com o instituto, foi nos setores dos Outros Serviços, da Construção e Atividades Imobiliárias, do Comércio e do Alojamento e Restauração que se registaram os valores mais elevados do número médio mensal de nascimentos de sociedades.

“Em 2018, este número foi mais elevado no setor dos Outros serviços, seguindo-se a Construção e Atividades Imobiliárias, o Comércio e o Alojamento e Restauração. No ano de 2019, o crescimento dos nascimentos deste tipo de entidades foi generalizado, e os maiores aumentos ocorreram no setor dos Transportes e armazenagem (…). Em 2020, registou-se um decréscimo geral em todos os setores. Em 2021, o número médio de nascimentos mensais começou a crescer, apesar de ainda não terem sido igualados os valores de 2019”, lê-se no documento.