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Imobiliárias fintam a pandemia e estão a abrir mais agências e a recrutar consultores

Mediação imobiliária está em alta em plena crise pandémica e 2021 promete ser um bom ano para o negócio da compra e venda de casas.

Imagem de Jhonatan_Perez por Pixabay
Imagem de Jhonatan_Perez por Pixabay
Autor: Redação

A mediação imobiliária é um dos negócios que parece estar a conseguir fintar a pandemia da Covid-19. Afinal de contas, com ou sem confinamento e com ou sem visitas presenciais aos imóveis, os portugueses – e os estrangeiros – continuam a comprar e a vender casas. E são várias as agências que estão, em plena crise pandémica, a abrir mais agências um pouco por todo o país e a recrutar consultores

É o caso, por exemplo, da ERA, que abriu 15 agências no ano passado, sete das quais em junho. “Continuamos bastante empenhados no nosso processo de expansão em Portugal”, revelou Rui Torgal, diretor-geral da imobiliária, em declarações ao Diário de Notícias/Dinheiro Vivo, salientando que a marca já detém mais de 200 espaços no país e cerca de 2.500 consultores. 

Também a Zome Pr1me, que opera na área da Grande Lisboa e tem cerca de 300 consultores, está a sentir o otimismo do mercado. Citado pela publicação, Nelson Morgado, CEO do grupo Pr1me, adiantou que será inaugurada este mês uma agência em Alvalade, que se juntará às unidades em operação de Abóboda, Cascais, Restelo e Campo Pequeno.

Também as mediadoras Engel & Völkers (E&V), Keller Williams (KW) Portugal, Coldwell Banker (CB) e Remax são mencionadas no artigo como exemplos de sucesso em tempo de crise. 

A E&V, por exemplo, abriu um espaço em Braga e prevê expandir a sua presença a Coimbra, Aveiro, Évora, Leiria e, possivelmente, ao arquipélago da Madeira.

A KW Portugal, que tem atualmente 26 market centres no país, tem como objetivo ter uma rede de 50, estando prevista a abertura de dois novos espaços ainda este semestre. Segundo Eduardo Garcia e Costa, presidente da agência em Portugal, a crise económica vai trazer “desafios a muitas pessoas e existirá um aumento do desemprego de pessoas qualificadas”, sendo a KW “bastante atrativa para este conjunto de profissionais”. “Acreditamos que seremos uma opção muito válida para que possam refazer as suas carreiras de forma empreendedora”, afirmou.

Já a CB, imobiliária de origem norte-americana que entrou no país há pouco mais de dois anos e que tem atualmente sete agências, chegou recentemente a Sintra, uma localização considerada prioritária para o segmento onde atua. “É um dos mercados onde registamos mais oferta de produtos de alta gama e também o mais procurado pelos clientes ‘affluent’ [com poder de compra], o que se coaduna com o ADN” da marca, sublinhou Frederico Abecassis, CEO da CB Portugal.

Motivos para sorrir parece ter também a Remax, que registou “o melhor primeiro trimestre de sempre”, após ter aberto no ano passado 28 novas agências. “Nestes quatro meses do ano superámos, a dois dígitos, os resultados alcançados no primeiro quadrimestre de 2019”, disse Beatriz Rubio, CEO da empresa, citada pelo Diário de Notícias/Dinheiro Vivo.