Edifício Abel Salazar no Porto ganha nova vida com reabilitação

Obras de reabilitação deste prédio histórico na Invicta custam 10 milhões de euros. Edifício vem alargar oferta formativa.
Reabilitação de edifícios antigos
Edifício Abel Salazar, Porto Google Maps
Lusa
Lusa

O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) inaugurou na sexta-feira, dia 23 de maio, as obras de reabilitação do Edifício Abel Salazar, orçadas em 10 milhões de euros e que permitirão alargar a oferta formativa no Porto a partir de setembro.

A obra foi cofinanciada pelo ICBAS e pela Reitoria da Universidade do Porto, no âmbito dos Programas “Impulso” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e envolveu a zona relativa ao instituto do edifício – partilhado com a Reitoria da Universidade do Porto -, numa área de cerca de 2.570 metros quadrados e que é denominada “Ala Nuno Grande”, assinala o comunicado.

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No espaço agora inaugurado foram criados anfiteatros para apoio ao ensino e à realização de eventos científicos, o Biobanco CAC ICBAS-Santo António, o Centro de Simulação Médica e diversos espaços de estudo, acrescenta a nota de imprensa.

Em declarações à Lusa, o diretor do ICBAS, Henrique Cyrne Carvalho explicou que aquela que foi a primeira casa do instituto, quando foi criado em 1975, onde esteve albergada a Faculdade de Medicina até ir para o Hospital São João, manteve ininterruptamente até à pandemia da covid-19 a vertente formativa.

Em 2023 iniciaram-se as obras de reabilitação, que foram concluídas no princípio de fevereiro deste ano, disse.

“Uma vez que este é ano da comemoração dos 50 anos, quisemos fazê-lo aqui, no nosso edifício histórico, e fazê-lo já no seu espaço reabilitado, com excelentes condições para a formação dos nossos estudantes que, a partir do próximo semestre, já vão passar a utilizar, rotineiramente, no seu dia-a-dia”, destacou Henrique Cyrne Carvalho.

E com as novas instalações a funcionar desde 2011, junto ao Palácio de Cristal, foi decidido manter a utilização do edifício agora reabilitado na formação de teóricas, teórico-práticas, de todo o curso de medicina, uma vez que a proximidade física com o Hospital Santo António viabilizava e tornava muito mais fácil essa relação, salientou o diretor.

No próximo ano letivo, os estudantes dos vários ciclos de estudos pré e pós-graduado passam a integrar estes novos espaços na oferta formativa, abrangendo cerca de 1.800 alunos de Licenciatura e Mestrado Integrado, 170 de Mestrado, 650 de Doutoramento e 280 de Educação Contínua, lê-se no comunicado.

Para além desta oferta formativa, Henrique Cyrne Carvalho revelou que a partir de setembro, também na Ala Nuno Grande, passará a funcionar um Centro de Simulação Médica Avançada, que tem uma área de 400 metros quadrados e que, com financiamento do PRR, será equipada para fazer toda a formação pré-graduada em simulação médica e para fazer formação médica pós-graduada também para simulação médica.

“Para além da formação para a formação em modelo de aulas teórico-práticas, vamos ter aqui concentrada o centro de simulação médica, que tem estas componentes e esta complementaridade relativamente à formação, que além da formação prática que é feita em ambiente hospitalar, possa ser feita em ambiente de simulação aqui também neste edifício”, acrescentou.

A cerimónia de inauguração incluiu a entrega da 3ª edição da Bolsa de Doutoramento Nuno Grande, uma iniciativa conjunta do ICBAS e da BIAL, que distingue, com um prémio de 25.000 euros, um projeto de investigação de doutoramento e o lançamento do livro de fotografia ‘As memórias que guardam as Biomédicas’, da autoria de Luís Barbosa, acompanhado pela abertura da exposição de fotografia homónima, que regista o processo de reabilitação do Edifício Abel Salazar.

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