O presidente do colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros defendeu esta terça-feira (10 de fevereiro de 2026) que a sociedade se deve preparar melhor para enfrentar os fenómenos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, chamando mais a engenharia civil a participar nas decisões.
Em declarações à Lusa, Humberto Varum, considerou importante que a engenharia civil participe mais em todo o processo de decisão, desde o projeto, à construção e à gestão do edificado, pois é a "atividade mais próxima" de projetos de edificado, sejam estradas e autoestradas ou redes de água e saneamento.
Depressões como a Kristin, Leonardo e Marta, que desde 28 de janeiro já provocaram a morte de 15 pessoas em Portugal, são cada vez mais frequentes, razão pela qual é preciso preparar, desenvolver e implementar políticas de avaliação do edificado, aumentando a sua resiliência futura, estimou.
"É muito importante promover políticas e processos de decisão com equilíbrio entre o preço e a qualidade e a experiência dos técnicos, em vez de optar pelo mais barato", frisou, especificando que também os privados devem privilegiar a qualidade dos técnicos que contratam.
Acontecimentos naturais que provocam catástrofes têm duas dimensões, a de prevenção e a de tratamento e mitigação de danos, sendo cada vez mais importante, na opinião do especialista, conseguir uma fase de prevenção o mais bem preparada possível, no que respeita às pessoas, que devem ser defensivas, e ao território, argumentou.
"Temos, como sociedade, de trabalhar no sentido de diminuir a vulnerabilidade" a catástrofes naturais, frisou, reforçando que deve ser privilegiada a qualidade do técnico e não só o preço mais baixo do trabalho a contratar.
Mau tempo deixa marcas em Portugal
A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta em Portugal provocou a destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, além de 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo têm sido as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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